Camarote Planeta Band seguirá no antigo Othon em 2025

Análise de demolição do antigo hotel está em fase conclusiva; um edifício residencial será construído no local

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Publicado em 10 de julho de 2024 às 10:14

Camarote Planeta Band, na Ondina
Camarote Planeta Band, na Ondina Crédito: Reprodução

A construção do novo empreendimento no terreno do antigo Bahia Othon Palace não impactará na operação do Camarote Planeta Band no próximo Carnaval. A informação é da diretoria do camarote.

Em nota, a diretoria comunicou que o camarote continuará no mesmo lugar na folia momesca de 2025, “quando será mantida a mesma estrutura e excelência em prestação de serviços, que fazem do camarote um sucesso por mais de duas décadas”. Os abadás do próximo ano já estão à venda, com preços entre R$537 e R$795.

O hotel foi fundado em 1975 e, com a popularização do Carnaval, se tornou também um ponto para ter uma vista privilegiada dos trios que arrastam multidões no Circuito Dodô. O camarote surgiu em 2003, com o nome Camarote Planeta Othon. Em 2011, passou a se chamar Camarote Planeta Band. Quando o Othon encerrou as atividades, em 2018, o espaço continuou ativo nos carnavais seguintes.

Agora, o espaço onde ficava o maior hotel de Salvador será transformado em um edifício residencial. A autorização da licença ambiental para demolição parcial do estabelecimento foi concedida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) no último dia 5. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM).

A licença não significa a permissão para o início das obras, mas é um passo importante. Isso porque essa etapa garante que há condições ambientais ideais para que a demolição parcial aconteça.

Demolir parte da estrutura será a primeira etapa das obras que transformarão o antigo hotel em um edifício residencial, através da incorporadora Moura Dubeux. A empresa arrematou o terreno em um leilão no fim do ano passado, por R$109 milhões.

A Moura Dubeux ressaltou que a demolição incluirá apenas os anexos do empreendimento, como a piscina. No caso da torre principal, a incorporadora afirmou que não haverá demolição, e sim um retrofit. Ou seja: o prédio será mantido, mas passará por uma revitalização, de modo a adaptar o prédio às necessidades atuais.