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Demolição, interessados e preço: tudo o que se sabe sobre a venda do antigo Centro de Convenções

Edital de leilão foi publicado pelo Governo da Bahia

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 5 de março de 2026 às 05:30

O antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB) desabou há quase dez anos
Antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB) segue em situação de abandono  Crédito: Nara Gentil/Arquivo CORREIO

O edital de licitação para o leilão do antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB), em Salvador, foi publicado na edição de quarta-feira (4) do Diário Oficial do Estado (DOE). Fechado desde 2015, o imóvel teve a venda autorizada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em 2021 e agora será leiloado com lance mínimo de R$ 141,3 milhões — valor definido a partir de avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF).

O pregão está marcado para o dia 26 de março, às 10h, em formato híbrido (presencial e eletrônico). Vence quem oferecer o maior lance. O montante poderá ser pago em até dez parcelas mensais, com entrada mínima de 5% à vista.

Demolição obrigatória e abatimento no valor

Uma das principais exigências previstas no edital é a demolição do prédio. O arrematante terá prazo de até oito meses para desmontar a estrutura, considerada complexa. Segundo o secretário estadual da Administração, Rodrigo Pimentel, o custo da demolição é elevado, mas será abatido do valor final arrematado.

"O arrematante tem a obrigação de desmontar aquele prédio, que é bastante complexo, em até oito meses. O valor desse desmonte, que é alto, vai ser abatido do valor arrematado", explica.

Antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB) segue em situação de abandono pelo governo do estado quase dez anos após o desabamento parcial do equipamento por Nara Gentil/Arquivo CORREIO

Além da retirada do prédio, o comprador deverá respeitar a área de preservação ambiental de aproximadamente 71 mil metros quadrados que integra o terreno. Do total da área, 65% pertence ao Estado e o restante à Prefeitura de Salvador.

De acordo com o secretário, construtoras já demonstraram interesse na aquisição do terreno, considerado estratégico por estar localizado em uma região valorizada da orla, próxima ao Centro de Convenções municipal e à Arena Multiuso.

Quem pode participar e como será o pagamento

Podem participar do leilão pessoas físicas ou jurídicas, de natureza pública ou privada, isoladamente ou em consórcio. É necessário realizar credenciamento prévio no site do leiloeiro, Rudival Almeida Gomes Júnior, escolhido por sorteio para conduzir o certame.

Os interessados poderão visitar o imóvel entre os dias 6 e 19 de março, das 9h às 18h, mediante agendamento. Também será possível ofertar lances antecipados pelo site do leiloeiro, no período de 6 a 26 de março.

No ato da arrematação, o vencedor deverá pagar 5% do valor do lance como sinal, além da comissão do leiloeiro, equivalente a 1,5% do valor da arrematação.

Caso opte pelo pagamento à vista, o comprador terá prazo máximo de 24 horas para quitar integralmente o valor, por meio de depósito ou transferência bancária para o Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev). Se escolher o parcelamento, deverá cumprir o cronograma de pagamentos estabelecido no contrato de promessa de compra e venda.

Anos de abandono e disputa judicial

O antigo Centro de Convenções foi fechado em 2015. No ano seguinte, parte da estrutura desabou, deixando três pessoas feridas. À época, o Governo da Bahia anunciou a demolição do prédio, mas o imóvel foi penhorado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em meio a uma disputa judicial envolvendo o Estado e ex-funcionários da extinta Bahiatursa.

Somente em setembro de 2025 o TRT cancelou o arresto e a penhora do imóvel, após acordo entre as partes, liberando o terreno para venda.

Mesmo após a resolução do impasse jurídico, o espaço continuou abandonado. Rachaduras, ferrugem e janelas quebradas marcam a estrutura que já recebeu grandes eventos nacionais e internacionais, como a 12ª edição do Congresso da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010.

Nos últimos anos, moradores da região relatam invasões, furtos e vandalismo no prédio. Em janeiro deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia foi acionado após o registro de fumaça nas proximidades do imóvel, causada por um incêndio em lixo.

Cinco anos após a autorização legislativa para venda, o leilão marca uma nova tentativa do Estado de dar destino definitivo ao terreno, encerrando um ciclo de mais de uma década de abandono.