Homem que esteve no apartamento de dentista dias antes da morte se apresenta à polícia

Ele prestou depoimento por 14 horas

Publicado em 1 de dezembro de 2023 às 08:14

Lucas Maia era dentista e atendia em uma clínica na Cidade Baixa
Lucas Maia era dentista e atendia em uma clínica na Cidade Baixa Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Um homem que foi uma das últimas pessoas a estar com o dentista Lucas Maia, antes de sua morte, foi ouvido pela polícia. A informação foi divulgada pela TV Bahia.

Ele contou que conheceu o dentista em um aplicativo de encontros, no dia 16 de novembro. No dia seguinte, ele foi até o apartamento do dentista, onde ficaram até o dia 20 de novembro.

Ainda segundo informações da TV Bahia, ele se apresentou espontaneamente à polícia para prestar esclarecimentos, acompanhado de um advogado. O depoimento teria durado 14 horas.

Após o depoimento, ele foi liberado pois, segundo a polícia informou à TV Bahia, não haveria materialidade para confirmar envolvimento com a morte de Lucas. E que três testemunhas poderiam validar as informações que foram repassadas à polícia.

Em nota, a Polícia Civil informou que "diversas oitivas estão sendo realizadas na unidade policial, a fim de aprofundar o arcabouço probatório do caso. Detalhes não serão repassados no momento, para preservar a apuração". O caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico).

Na quarta-feira (29), a Polícia Civil confirmou através de nota que já possui indicativo de autoria da morte de Lucas Maia de Oliveira.

As imagens da câmera de segurança do condomínio, flagraram o momento em que um homem deixa o prédio puxando uma mala e usando um casaco do dentista – reconhecido por amigos e familiares –, na madrugada de sexta-feira (24). Segundo informações preliminares, ele ainda teria ficado 30 minutos no carro do dentista antes de deixar o condomínio. O carro foi localizado no domingo (26).

O homem flagrado pelas câmeras de segurança do condomínio é considerado o principal e único suspeito do crime, que é investigado como latrocínio. Laudos periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) devem esclarecer a causa da morte.

Relembre o caso

O dentista Lucas Maia de Oliveira, 36 anos, foi encontrado morto no dia 25 de novembro, no apartamento que vivia no luxuoso condomínio Celebration Garibaldi, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Lucas era conhecido por sua alegria e por gostar de festas.

Foi na tarde de quinta-feira a última vez que alguém próximo a Lucas teve contato com ele, segundo relata seu primo. “Ele tinha contato diário com minha mãe, então, a partir do momento que minha mãe passou a não conseguir falar com ele, nós começamos a ficar preocupados. Mas a secretária da clínica dele conseguiu contato com ele na quinta-feira, entre 12h e 14h. Depois disso, ninguém mais conseguiu”, diz.

O último relato de Lucas vivo veio de uma vizinha. Ela teria ouvido um pedido de socorro entre 21h e 21h30 de quinta-feira (26) e acionado a portaria. O porteiro ligou e chegou a ir até a porta do apartamento. Quando não teve resposta e ouviu através da porta um barulho de ventilador, não achou necessário chamar a polícia e retornou para a guarita.

Familiares de Lucas estiveram na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), no dia 25 de novembro, para registrar o desaparecimento do homem e foram orientados a procurá-lo em sua casa e hospitais de grande circulação.

O corpo do dentista estava em estado avançado de decomposição. Ainda de acordo com a polícia, o carro da vítima não estava na garagem e o imóvel havia sido revirado e saqueado.

As guias para remoção e perícia foram expedidas e os laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) devem esclarecer a causa da morte.