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Thiago Dantas leva planejamento educacional de Salvador a evento nacional de Educação em Brasília

Encontro reuniu autoridades e organizações na capital federal para discutir políticas educacionais de qualidade

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 12 de dezembro de 2025 às 06:30

Encontro aconteceu nesta quinta-feira (11)
Encontro aconteceu nesta quinta-feira (11) Crédito: Divulgação

É preciso repensar todas as políticas públicas até que elas sejam favoráveis para o processo educacional. Assim pensa o secretário da Educação de Salvador, Thiago Dantas. O titular da pasta participou do evento “Educação como Prioridade: 2º Encontro de Prefeitos e Prefeitas de capitais e grandes cidades”, realizado nesta quinta-feira (11) em Brasília.

No encontro, uma iniciativa da organização Todos Pela Educação, o secretário falou sobre o planejamento estratégico que elaborou para a educação na capital baiana, em que pautava melhores práticas educacionais para a cidade.

Secretário Thiago Dantas representou Salvador no evento por Real Time Produtora/Divulgação

“Nós participávamos do planejamento da prefeitura e fazíamos o nosso em paralelo”, disse o secretário, durante o painel “Da promessa ao plano, do plano à execução”. Com o planejamento, a prefeitura passou a controlar gastos com mais eficiência, selecionar de maneira técnica as equipes que compõem a secretaria e direcionar melhor as tarefas de cada um.

“Nós participávamos do planejamento da prefeitura e fazíamos o nosso em paralelo”, disse o secretário, durante o painel “Da promessa ao plano, do plano à execução”. Com o planejamento, a prefeitura passou a controlar gastos com mais eficiência, selecionar de maneira técnica as equipes que compõem a secretaria e direcionar melhor as tarefas de cada um.

“O que eu tenho ouvido bastante é que isso nunca tinha acontecido antes na secretaria, que estratégia era um plano de gabinete. Em algum momento alguém falava um número, provavelmente uma meta de IDEB ou de anos iniciais, anos finais, distorção idade-série. Palavras relacionadas a indicadores, mas sem conectar com o fazer de cada uma daquelas lideranças da secretaria que são tão importantes para que tudo isso dê certo”, relembrou.

O encontro reuniu prefeitos e secretários de educação de cidades Brasil afora para discutir caminhos para priorizar a educação básica através da rede municipal. Também estiveram presentes autoridades como o ministro da Educação, Camilo Santana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab.

A única cidade baiana além de Salvador no encontro foi Feira de Santana, representada pelo vice-prefeito e secretário de educação Pablo Roberto Gonçalves. "Feira de Santana representa um polo estratégico do interior da Bahia, com uma rede municipal de desafios complexos, porém de grandes avanços. Estar aqui, em um encontro nacional organizado pelo Todos Pela Educação, reforça que políticas públicas de qualidade não são exclusividade das capitais. A presença de Feira mostra que o interior também gera soluções, inovação e resultados concretos. É uma oportunidade de colocar nossas experiências na mesa, fortalecer o diálogo e garantir que as vozes das grandes cidades fora das capitais tenham espaço nas decisões que impactam a educação do país", disse Pablo Roberto.

Thiago Dantas representou Salvador, uma vez que o prefeito Bruno Reis, antes confirmado, teve uma urgência na agenda e não pôde comparecer, de acordo com a assessoria de comunicação. Segundo o secretário, eventos como esse são essenciais para levar as ações soteropolitanas para outras cidades e também para aprender e adotar feitos dessas outras cidades na capital baiana.

“A gente está falando aqui das 46 maiores redes municipais. São redes que têm desafios comuns. Salvador trouxe o exemplo de como foi estruturado um planejamento para o segundo ciclo do governo do prefeito Bruno Reis, e a grande felicidade de participar dessas trocas é perceber as redes municipais que têm grandes exemplos de políticas integradas, como as que estão vindo de municípios do Ceará, por exemplo, que trazem grandes exemplos em alfabetização. E então, depois daqui, a gente busca conversar e entender como ajustar nossas implementações para escolher o melhor caminho”, disse ao CORREIO.

Diálogo entre municípios

Essa foi a segunda edição do encontro de prefeitos. Ao longo de quase cinco horas, autoridades de cidades do Norte ao Sul compartilharam mudanças feitas em suas cidades em prol de uma educação de qualidade e expuseram pontos que ainda precisam de atenção. A importância de ter um olhar técnico e não ceder às pressões políticas no momento de escolher quem vai comandar a Secretaria de Educação foi um dos temas que mais apareceu nas discussões, além da necessidade de planejar e alocar recursos com mais eficiência.

“A gente entende que a sociedade civil precisa cobrar, precisa monitorar, precisa ficar no pé. Eu acho que essa é uma função muito importante da sociedade civil, mas sem apoiar, fica muito desigual. Então, a gente se coloca muito à disposição dos secretários municipais, dos secretários estaduais de Educação também, dos prefeitos, dos governadores, do Governo Federal para fazer esse trabalho de apoiar a política pública educacional”, afirmou Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação, na abertura do evento.

A mesa de abertura e o primeiro painel, “A Educação municipal como motor de um projeto nacional”, foram compostos por Hugo Motta e Gilberto Kassab, com mediação de Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação.

“A educação é fundamental para qualquer município que queira melhorar a qualidade de vida e os seus índices. Porque investir em saúde, lógico, é fundamental. Investir em mobilidade é fundamental. Investir na infraestrutura, fundamental. Promover políticas públicas competentes, fundamental. Mas, se você não investe na criança e no jovem, mesmo esses investimentos que você faz nessas outras áreas se perdem com o tempo. Porque você não está formando gente para viver a cidade. Você não está formando gente para comandar a cidade. Você não está formando gente que possa servir de legado, que possa dar continuidade a uma ação administrativa de excelência”, afirmou Kassab.

Motta, por sua vez, garantiu que a pauta da educação deve continuar a avançar na Câmara nos próximos anos e disse que se compromete para que a área tenha cada vez mais investimentos.

“A Câmara dos Deputados tem uma visão muito clara de que a educação deve, sim, ocupar o centro de prioridade política e administrativa no nosso país. Não há como pensarmos o Brasil do futuro sem termos a educação como alicerce para que esse futuro seja de mais igualdade, de mais oportunidade para todos. E ao longo deste ano foram muitas matérias importantes aprovadas”, disse, citando o novo Plano Nacional de Educação, aprovado por unanimidade na última quarta-feira (10). O texto define diretrizes, metas e estratégias educacionais para a próxima década.

A mesa “Da promessa ao plano, do plano à execução”, que contou com a participação de Thiago Dantas, foi a terceira da tarde e teve início com uma conversa entre os prefeitos Adriano Silva, de Joinville (SC); Eduardo Braide, de São Luís (MA); Weverson Meireles, de Serra (ES); e Lorenzo Pergolini, de Vitória (ES). Depois, Dantas e os secretários de Educação Thiago Peixoto e Leonardo Paschoal, respectivamente de Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) falaram.

A programação seguiu com um painel que abordou “Desafios e caminhos para fazer Educação de qualidade em grande escala”, formado por Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba, e Sandro Mabel, prefeito de Goiânia – com comentários dos secretários das duas cidades. Depois, vieram as rodadas de considerações de prefeitos e secretários presentes.

No encerramento, o ministro da Educação, Camilo Santana, falou sobre as ações do ministério para fomentar a educação básica de qualidade. “Eu não acredito em nenhuma política pública que seja de cima para baixo. Até porque quem executa a política lá nos municípios são os municípios, são os estados, não é o MEC na educação básica. Então, o papel do MEC é um papel de coordenador, de organizar a política a nível nacional, até porque a gente tem desigualdades enormes nas regiões brasileiras”, disse.

Segundo o ministro, a prioridade deve ser garantir a execução do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que visa à alfabetização das crianças até o fim do 2º ano do ensino fundamental. Ele disse ficar feliz ao ver que todos os municípios e estados brasileiros aderiram a essa política e pactuaram.

“O MEC é o mundo. A gente olha da creche à pós-graduação. Então, eu me comprometo para a gente poder organizar, a partir do próximo ano, uma conversa, um encontro com esses estados, com os secretários para gente pensar alguma ação estratégica em relação direcionada que possa dar um salto mais rápido em relação ao Brasil. Eu me comprometo com isso”, afirmou.