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Bruno Wendel
Publicado em 25 de janeiro de 2026 às 10:32
Desculpa aí o clichê, mas “já é Carnaval, cidade”. Foi nesse clima que Ivete Sangalo abriu sua apresentação no Festival de Verão 2026, ao som de “Vampirinha”, aposta da cantora para o hit da maior festa de rua do planeta. Presente em todas as 26 edições do evento, “Mainha” surgiu com figurino de vampira sexy e levou ao palco — e para a plateia — aquela fuleragem carnavalesca que a gente gosta. >
“Não há dúvida. É música de Carnaval. A letra é divertida, dançante, não tem erro”, afirmou a funcionária pública Tatiana Freitas, tentando acompanhar, do seu jeito desengonçado, os bailarinos de Ivete. “O importante é se divertir e ser feliz. Até o Carnaval faço um intensivão e aprendo”, disse, rindo de si mesma.>
Primeiro dia de Festival de Verão
Quarta atração da noite deste sábado (24), primeiro dia da festa no Wet Eventos, na Avenida Paralela, Ivete mostrou mais uma vez que sabe como ninguém criar essa conexão imediata com os fãs. Desde o lançamento no Réveillon, durante o Festival Virada Salvador, “Vampirinha” já dava sinais de que estava no caminho certo: duplo sentido, humor, sensualidade e vampiras soltas pela noite — combinação perfeita para pegar fácil nos blocos e fora deles.>
Depois, Veveta emendou uma sequência de sucessos. Vieram hits mais recentes, como “Macetando”, eleita a música mais cantada e dançada do Carnaval de 2024, e “Tempo de Alegria”, além de clássicos da época da Banda Eva, como “Alô Paixão”, “Me Abraça”, “Beleza Rara” e “De Ladinho”, provocando uma nostalgia gostosa no público.>
“Pulei muito atrás dela no Bloco Eva. Hoje, casada e com filhos, não dá mais. Mas estar aqui e ouvir essas músicas traz à memória meus antigos carnavais”, contou a advogada Ana Clara Barreto.>
E falando na maior festa do planeta, falta menos de um mês para o Carnaval. Já dá pra sentir no ar o cheiro do glitter, muito beijo na boca e vampiras à solta — “com uns toquinhos de roupa, descendo com dedinho na boca”.>
Gerações>
O Festival de Verão Salvador começou mostrando que música não tem idade. Na plateia, gerações diferentes dividiram o mesmo espaço, a mesma empolgação e o mesmo refrão. No palco, veteranos e artistas mais jovens tornaram essa mistura ainda mais intensa.>
Caetano Veloso, de 83 anos, e Ney Matogrosso, de 84, com carreiras que atravessam décadas, dividiram os holofotes com a nova MPB, representada por Rachel Reis, e com a energia de Márcio Victor.>
“Sou da época em que o Festival era no Parque de Exposições. Hoje vim com minha filha, que veio ver Rachel Reis e João Gomes. Eu adoro Caetano e Ney. Então está tudo em casa”, disse o bancário Jorge Augusto, ao lado da filha Ana Paula, de 18 anos.>
Os irmãos Freire também marcaram presença. “Achei Rachel muito boa. Amei Ney e estou ansiosa por Caetano e Ivete, meus ídolos”, contou o autônomo Milton Freire. “Festivais assim têm que acontecer sempre”, completou Andreia Freire, vestida com uma mistura de vampira e diabinha. “Tudo isso por Veveta”, brincou.>
A noite começou com Rachel Reis, que recebeu Márcio Victor no palco. Depois vieram Ney Matogrosso, Caetano Veloso e, em seguida, o axé de Ivete Sangalo. O projeto “Dominguinho”, com João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho, vencedor do Grammy Latino, celebrou a música nordestina e o forró tradicional. O encerramento ficou por conta do mestre Carlinhos Brown.>
Além dos shows, o público encontrou uma estrutura completa no Wet Eventos, com lanchonetes, bares, áreas de alimentação e pontos de descanso. Os camarotes garantiram visão privilegiada, serviços exclusivos e mais conforto. O primeiro dia do Festival de Verão foi do jeito que Salvador gosta: diverso, intenso e cheio de encontros.>