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Wendel de Novais
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 12:05
Apontado pelas forças de segurança como um dos principais articuladores do Comando Vermelho (CV) no bairro de Cosme de Farias, em Salvador, Reinaldo Conceição Coelho, conhecido como "Cabeção" e "Cérebro", é a liderança do grupo criminoso presa na noite de segunda-feira (9), na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo.>
A prisão encerra um período em que o suspeito vinha atuando fora da Bahia, mantendo influência direta sobre a facção mesmo à distância. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Reinaldo tinha três mandados de prisão em aberto e é investigado por envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e homicídios. >
Fontes policiais apontam que ele ocupava posição estratégica dentro da facção, sendo responsável por organizar a distribuição de entorpecentes e armamentos, além de atuar como elo entre criminosos da Bahia e outros estados. Até por isso, Cerébro foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por fazer parte de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções e atuação permanente. >
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O CORREIO teve acesso a denúncia que enquadra em crimes previstos na Lei de Drogas e de Organização Criminosa. Para os investigadores, a estrutura pensada e executada pelo traficante permitia que o grupo mantivesse o controle do tráfico em áreas específicas de Salvador, mesmo com lideranças fora do estado. >
Cerébro é citado nas investigações da Operação Duplo X, deflagrada em junho de 2024, que teve como foco o desmonte de núcleos do CV envolvidos em crimes violentos e extorsões. Na ocasião, nove pessoas foram presas e um dos alvos, Renê Mateus dos Santos Júnior, o "Tio Chico", morreu durante uma ação policial em Sergipe. >
A prisão foi realizada por equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após troca de informações entre os estados. A localização de Reinaldo em São Paulo reforçou a suspeita de que ele buscava se manter fora do radar das ações policiais na capital baiana. >
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