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“Deram 25 tiros ‘para dar um susto’? Imagina se fosse para matar”, diz filho de Mãe Bernadete em júri

Jurandir Pacífico contesta versão da defesa durante segundo dia de julgamento e questiona origem de recursos dos acusados

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 14 de abril de 2026 às 13:05

Mãe Bernadete era considerada uma autoridade na defesa dos Direitos Humanos
Mãe Bernadete era considerada uma autoridade na defesa dos Direitos Humanos Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (14), segundo dia do júri dos acusados de matar a ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, o filho dela rebateu a tese da defesa de que não havia intenção de executar a vítima.

“Foram para dar um susto na minha mãe e deram 25 tiros. Imagina se fosse para matar, quantos tiros seriam?”, desabafou Jurandir Pacífico durante uma rápida pausa na sessão, iniciada na segunda-feira (13).

Mãe Bernadete por Reprodução

O julgamento desta terça começou com pouco mais de uma hora de atraso. Por volta das 11h30, a juíza Gelzi Maria concedeu um intervalo de alguns minutos para que os jurados pudessem beber água. Foi nesse momento que Jurandir falou com a imprensa.

“Há um mês atrás, eles não tinham advogados e agora têm. Disseram que sobreviviam do plantio de eucalipto, mas uma árvore leva cerca de sete anos para crescer. Então, de onde está vindo esse dinheiro para pagar os advogados?”, questionou.

Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), os réus Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, apontado como mandante, e Arielson da Conceição Santos, o “Buzuim”, acusado de participação na execução, integram o Bonde do Maluco (BDM). A defesa nega a participação de “Maquinista” no crime.

Após as manifestações do MP-BA e da assistência de acusação, a defesa passou a apresentar sua versão aos jurados.