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‘Rainha do Sul’, advogada do BDM, é denunciada por tráfico e lavagem de dinheiro

Poliane França Gomes foi presa em dezembro de 2025

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Elaine Sanoli

  • Wendel de Novais

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 17:32

 Poliane França Gomes
Poliane França Gomes Crédito: Reprodução

Conhecida no meio como a “Rainha do Sul”, a advogada Poliane França Gomes, presa em dezembro de 2025 por integrar a facção Bonde do Maluco (BDM), tornou-se alvo de denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) à Justiça baiana. A denúncia foi formalizada na última terça-feira (20). Ela responde pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) indicam que Poliane exercia papel central na estrutura do grupo, atuando como elo de comunicação entre a liderança da organização e os demais integrantes em liberdade.

Poliane França Gomes por Reprodução

Segundo o MP, ela se valia da posição de advogada para repassar ordens de líderes presos no Conjunto Penal de Serrinha, além de transmitir ameaças e orientações estratégicas da facção. Também intermediava cobranças financeiras e auxiliava na administração do faturamento do tráfico de drogas.

Ainda de acordo com as apurações, o grupo utilizava aplicativos de mensagens para coordenar atividades ilícitas, arrecadar valores periódicos, conhecidos como “caixinha”, e controlar o fluxo financeiro da organização. As investigações apontam que a advogada utilizava pessoas interpostas para a lavagem de capitais e realizava a aplicação do dinheiro ilícito na compra de joias de alto valor, que foram apreendidas com ela.

Poliane ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, com registros de viagens, passeios de lancha e momentos de lazer em locais de alto padrão, o que, até então, aparentava ser resultado de sua atuação como advogada criminalista em Salvador.

A Operação Rainha do Sul, que leva o apelido pelo qual ela era conhecida entre traficantes, revelou, no entanto, que o patrimônio teria sido constituído a partir de sua atuação como porta-voz e chefe do BDM na capital baiana. A liderança teria se consolidado após Poliane deixar de atuar exclusivamente como advogada e passar a se relacionar com o traficante Leandro da Conceição Santos Fonseca, conhecido como ‘Léo Gringo’ ou ‘Shantaram’.

Em 2024, ela passou a defender Léo Gringo em cerca de 70 processos pelos crimes de tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa. Posteriormente, foi cadastrada como companheira do detento, adquirindo direito a visitas íntimas e maior tempo de convivência, o que, segundo o MP, possibilitou que ela se tornasse o braço direito do traficante no BDM, levando ordens da prisão de segurança máxima de Serrinha para fora do presídio.