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Tiroteio e perseguição causam pânico na Avenida Paralela

Suspeito entrou em córrego para fugir da polícia

  • Foto do(a) author(a) Maysa Polcri
  • Maysa Polcri

Publicado em 29 de agosto de 2025 às 13:54

Tiroteio na Avenida Paralela
Tiroteio na Avenida Paralela Crédito: Reprodução

Uma troca de tiros durante uma perseguição policial causou momentos de pânico na Avenida Paralela, uma das mais movimentadas de Salvador, no início da tarde desta sexta-feira (29). Um homem suspeito de praticar assaltos na região entrou em um córrego próximo a Estação Imbuí do metrô para escapar dos policiais. 

O homem é suspeito de roubar um ônibus na região. De acordo com a Polícia Militar, uma guarnição do Batalhão Gêmeos realizava rondas quando foi acionada para averiguar uma denúncia relativa ao crime. Quando o homem foi localizado nas imediações da entrada do bairro do Imbuí, entrou no córrego para tentar fugir.

Os policiais dispararam contra o suspeito, que foi capturado depois de mais de 30 minutos de buscas. O tráfego de veículos ficou lento na região, e cerca de 20 policiais participaram da ocorrência. O homem foi conduzido para uma delegacia após ser localizado por um policial militar que estava de folga e entrou na lagoa para realizar a captura do suspeito. 

Histórico de violência 

No dia 14 de março deste ano, um outro tiroteio registrado na Avenida Paralela terminou com a morte da dentista Larissa Azevedo Pinheiro, de 28 anos. Larissa foi atingida no tórax e teve o pulmão perfurado pelo disparo. A jovem ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Roberto Santos e chegou a passar por uma cirurgia de mais de duas horas. O estado de saúde dela era considerado gravíssimo. Ela chegou desacordada ao hospital e perdeu uma grande quantidade de sangue.

O episódio aconteceu às 7h20. O tiroteio começou na via central da avenida, no sentido Centro, poucos antes da Estação Flamboyant do metrô, e se estendeu por cerca de 300 metros até a Avenida Mário Sérgio Pontes Paiva, que dá acesso à Paralela. Na troca de tiros, um dos suspeitos foi morto pela polícia.

Um porteiro, que acompanhou a ocorrência, contou que pessoas que estavam na frente da guarita de um prédio correram abaixadas para dentro do local com medo de serem atingidas. “A gente ouviu um primeiro barulho forte e não identificou que era tiroteio. Depois, veio a rajada e o desespero começou porque todo mundo ficou no fogo cruzado. Duas moradoras que estavam na porta de sair voltaram correndo abaixadas. A gente, que também ficou com medo, se agachou também para não tomar tiro”, disse. 

Larissa estava a caminho do trabalho, vindo de Lauro de Freitas em um mototáxi, quando se viu no meio do tiroteio. O mototaxista contou que o tiro que atingiu a dentista partiu de um bandido. Eles desceram da moto no meio do engarrafamento e confusão para tentar se abaixar no chão e fugir dos tiros.

"Eu já estava no chão quando ele [suspeito] passou correndo, e ela estava tentando se abaixar. Eu notei logo que ela estava ferida. Ela perdeu a consciência, tentava falar, mas não conseguiu", afirmou. "É uma questão de desespero. A gente decidiu [parar] para salvaguardar a nossa vida. Se jogar no chão, o que é certo. Foi desesperador", completou.