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Tudo mato? Saiba como era a Avenida Paralela há 30 anos

Historiador e imagens ajudam a entender cenário de uma das avenidas mais importantes de Salvador

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 8 de março de 2026 às 05:30

Paralela 1996
Paralela 1996 Crédito: Welton Araújo/CORREIO

Há cerca de três décadas, imensos vazios urbanos marcavam a paisagem de uma das principais avenidas de Salvador. Inaugurada na década de 1970, a Avenida Luís Viana Filho, conhecida como Avenida Paralela, é a segunda maior avenida da cidade, com 18 quilômetros — atrás apenas da Avenida Aliomar Baleeiro, a Estrada Velha do Aeroporto, que tem 20. Antes de ganhar densidade urbana ao redor, áreas de vegetação da Mata Atlântica predominavam ao longo do trajeto.

“A avenida funcionava quase como um corredor de passagem entre duas realidades urbanas. Era a cidade e o aeroporto. Naquele período, os pontos construídos eram relativamente isolados. Existiam alguns conjuntos habitacionais, instituições públicas e poucos centros comerciais”, explica o historiador Ricardo Carvalho, mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia.

Paralela 1996 por Welton Araújo/CORREIO

Quando foi planejada, a Avenida Paralela tinha uma função estratégica dentro do projeto de modernização urbana de Salvador. Ela foi concebida como um eixo estruturante de mobilidade, ligando a região central da cidade ao aeroporto e ao chamado miolo urbano, facilitando o deslocamento e abrindo novas frentes de ocupação.

Do ponto de vista urbanístico, segundo o historiador, a ideia era criar um corredor de expansão planejado, capaz de aliviar a pressão sobre as áreas mais antigas da cidade. “A Avenida Paralela representava uma aposta de crescimento futuro de Salvador, funcionando como um vetor de desenvolvimento capaz de reorganizar o território urbano da cidade”, explica.

O crescimento imobiliário e comercial da Paralela ao longo dos anos foi impulsionado por uma combinação de fatores. Entre eles, a grande disponibilidade de áreas e a localização estratégica entre diferentes regiões de Salvador, o que tornou a área extremamente atrativa para investidores, incorporadores e comerciantes.

A instalação de universidades, centros empresariais, shoppings e grandes condomínios criou um efeito de retroalimentação urbana. Ou seja, os serviços passaram a atender principalmente os próprios moradores da região. “Cada novo empreendimento ampliava a circulação de pessoas e serviços, estimulando ainda mais a ocupação e a consolidação da Avenida Paralela como um dos principais eixos de desenvolvimento de Salvador”, continua.

Para o historiador, a velocidade de transformação do território ao redor da Paralela é surpreendente. “Me impressiona a intensidade e a rapidez com que ocorreu essa transformação nos últimos 30 anos. Em poucas décadas, um corredor marcado por grandes vazios se converteu em uma das áreas mais dinâmicas da cidade”, afirma.

“Essa mudança revela que a cidade avançou em direção a novas centralidades. A Paralela deixou de ser apenas uma via de ligação e passou a funcionar como um verdadeiro eixo urbano, vivo, pulsante e ativo”, finaliza Carvalho.

Tags:

Bahia Salvador Paralela Avenida Luís Viana Filho