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Turista gaúcha presa por injúria racial é proibida de frequentar praça no Pelourinho

Gisele Madrid Spencer César está proibida de frequentar a Praça das Artes por 12 meses

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 08:48

Gisele Madrid Spencer Cesar
Gisele Madrid Spencer Cesar Crédito: Reprodução/Redes sociais

A turista gaúcha que foi presa em flagrante por injúria racial ao cuspir e agredir verbalmente uma atendente negra, na última quarta-feira (21), foi solta após audiência de custódia, nesta sexta-feira (23). Uma das medidas cautelares proíbe Gisele Madrid Spencer César de frequentar a Praça das Artes, no Pelourinho, por 12 meses.

Além da cusparada, a gaúcha foi acusada pela vítima, a funcionária de um bar no Pelourinho Hanna Rodrigues dos Santos Lopes, de tê-la chamado de "lixo". Na decisão a qual o CORREIO teve acesso, o juiz determinou a liberdade provisória seguindo o pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA) que sugeriu apenas medidas cautelares e encaminhamento da turista a cursos sobre educação racial.

"Tanto a autoridade policial quanto o Ministério Público não postularam a decretação da custódia cautelar da detida, tendo o órgão ministerial se posicionado pela adoção, no caso, de providências substitutivas da prisão", apontou o juiz Maurício Albagli Oliveira, da 2ª Vara de Garantias de Salvador.

Auto de prisão por Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA)

Entre as medidas cautelares determinadas estão: manter distância mínima de 300 metros da vítima e das testemunhas; não frequentar a Praça das Artes, no Pelourinho, por 12 meses; comparecer bimestralmente ao tribunal, de forma virtual, para justificar suas atividades pelo período de um ano; e não se ausentar de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, sua cidade de origem, por mais de dez dias sem autorização judicial nos próximos seis meses.

Quem é a turista

Gisele Madrid Spencer Cesar tem 50 anos e foi detida por equipes da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). Ela se apresenta nas redes sociais como criadora de conteúdo voltado para viajantes. Em seus perfis, ela compartilha experiências de turismo e divulga hospedagens em plataformas online. A mulher estaria em Salvador há cerca de uma semana, onde passava férias.

Turista gaúcha foi acusada de injúria racial por Reprodução

Antes da prisão, Gisele chegou a publicar registros em pontos turísticos da capital baiana, incluindo fotos ao lado de baianas típicas e de integrantes do Afoxé Filhos de Gandhy.

Após o episódio, a turista tentou deixar o local, mas se envolveu em outras confusões e acabou sendo contida por seguranças até a chegada da polícia. A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), que conduzem as investigações.

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Salvador Turista