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Desenvolvimento sustentável: lições da Baía de Todos-os-Santos para a alta estação

Ao longo de mais de duas décadas, a Fundação Baía Viva consolidou um modelo de gestão socioambiental baseado na corresponsabilidade

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 06:00

Ilha dos Frades
Ilha dos Frades Crédito: Divulgação

A construção de territórios verdadeiramente sustentáveis exige a integração entre iniciativa privada, poder público e comunidades locais. A experiência da Ilha dos Frades, na Baía de Todos-os-Santos, demonstra como essa cooperação pode transformar paisagens, proteger patrimônios naturais e impulsionar novas oportunidades de desenvolvimento.

Um exemplo recente e concreto desse modelo foi registrado no primeiro sábado do ano, 3 de janeiro, quando a Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe alcançou um recorde histórico de visitação, com mais de 2500 visitantes em um único dia. O aquecimento de visitação no verão demanda planejamento, gestão e parceria com o poder público para que serviços essenciais sejam assegurados. Ao longo da última quinzena de dezembro, a atuação integrada da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental e do 26º Batalhão da Polícia Militar reforçou o policiamento na região, garantindo ordem, tranquilidade e segurança durante o período de festas de final de ano, mas o fornecimento de serviços essenciais, como água e energia elétrica, ficou aquém do sucesso da alta estação.

Ao longo de mais de duas décadas, a Fundação Baía Viva consolidou um modelo de gestão socioambiental baseado na corresponsabilidade, no qual a iniciativa privada aporta investimento, inovação e capacidade de gestão, o poder público garante segurança jurídica e políticas integradas, e as comunidades participam ativamente, preservando tradições e fortalecendo atividades como a pesca artesanal e o turismo sustentável.

A certificação Bandeira Azul da Praia da Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe é um exemplo claro desse compromisso. Manter um dos selos ambientais mais rigorosos do mundo exige esforço constante: qualidade da água, gestão de resíduos, acessibilidade, segurança e educação ambiental. Nenhum desses critérios seria cumprido sem governança compartilhada e sem a compreensão de que o verão, embora seja um período de grande movimento econômico, deve ser encarado também como um teste de responsabilidade coletiva.

Como presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) e da Fundação Baía Viva, levo essa visão para o setor empresarial: empresas comprometidas com responsabilidade socioambiental são fundamentais para promover um desenvolvimento equilibrado. Não se trata apenas de preservar o meio ambiente, mas de garantir que as comunidades prosperem, que as atividades econômicas sejam sustentáveis e que o crescimento respeite os limites do território.

O verão pede urgência nessa agenda. Cuidar dos nossos destinos turísticos, qualificar serviços, adotar práticas responsáveis e investir em inovação não é apenas uma necessidade ambiental, é uma oportunidade para fortalecer a economia baiana e consolidar um modelo de desenvolvimento que une inclusão, preservação e prosperidade.

Isabela Suarez é Presidente da Associação Comercial da Bahia e Presidente da Fundação Baía Viva