Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Entenda a dívida de R$ 13 milhões de Edilson Capetinha na Bahia e o que pode acontecer agora

Ex-jogador terá audiência de conciliação no TRT-5 enquanto tenta negociar débitos trabalhistas acumulados ao longo de anos

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 08:12

Edilson Capetinha
Edilson Capetinha Crédito: Reprodução

ex-jogador Edilson “Capetinha”, 55, tem uma audiência de conciliação marcada para o dia 26 de março, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), em Salvador, em meio a uma dívida trabalhista que ultrapassa R$ 13 milhões na Bahia.

O encontro, agendado para a sala do Juízo de Execução, no Fórum 2 de Julho, envolve uma comissão formada para reunir dez processos em fase de execução contra o ex-atleta. O valor total atualizado do débito é de R$ 13.222.121,81. Desse montante, R$ 11.451.577,06 correspondem às ações ainda pendentes, enquanto cerca de R$ 1,8 milhão dizem respeito a tributos envolvidos na operação, conforme detalhou o tribunal, segundo divulgou inicialmente o portal Uol.

Como a dívida começou

As ações trabalhistas foram movidas inicialmente contra quatro empresas ligadas a Edilson, entre elas a Ed Dez Promoções e Produções Artísticas e o bloco carnavalesco Broder, que desfilou no circuito Barra-Ondina ao lado de Ronaldinho Gaúcho no Carnaval de Salvador em 2025. No decorrer das investigações, outras seis empresas registradas pelo ex-jogador foram incluídas no polo passivo.

Edílson Capetinha coma a camisa do Palmeiras por Reprodução/Redes sociais

Como as empresas não apresentaram patrimônio suficiente para quitar os débitos, a Justiça determinou a desconsideração das personalidades jurídicas. Com isso, as execuções passaram a atingir diretamente pessoas físicas, incluindo o próprio Edilson e seu sócio, Gleidson Falk Santiago Ferreira.

Comissão reúne 32 reclamantes

A comissão de advogados foi criada em 2016 e reúne 32 reclamantes, distribuídos originalmente em 28 processos. Até agora, 18 ações foram encerradas por meio de pagamentos ou penhoras, somando aproximadamente R$ 56 milhões já quitados.

Antes da regularização de parte dos débitos, a ex-mulher de Edilson, Ivana Solon, e o filho do ex-atleta, Matheus Solon, também chegaram a constar como devedores nos registros oficiais.

Sem localizar bens suficientes em nome do ex-jogador em diversas tentativas, a Justiça passou a atingir familiares. Conforme registros do TRT-5, bens de Maria de Lourdes da Silva Ferreira, mãe de Edilson, foram penhorados em diferentes momentos.

Um dos casos foi conduzido pelo advogado Karl Schleu Neto, que, em 2020, conseguiu receber R$ 80 mil para seu cliente, Alan Barbosa, após a penhora de uma mansão avaliada em R$ 3 milhões, situada em um condomínio no Horto Florestal, área nobre de Salvador. Com a comissão centralizando as execuções, cabe à Justiça definir a ordem de prioridade dos pagamentos — o que fez com que alguns credores recebessem antes de outros.

Salário na TV e tentativa de penhora no BBB

Uma das ações cobra R$ 1,4 milhão. Em 2021, a Justiça autorizou a penhora de parte do salário que Edilson recebia como comentarista da Band. Embora a emissora tenha informado que ele não era contratado direto, os repasses feitos à empresa Sobebola, responsável por representá-lo, foram reduzidos. O pedido inicial previa retenção de 30%, mas o desconto chegou a 50% do valor mensal. O ex-atleta deixou a emissora quatro meses depois, em outubro daquele ano.

Mais recentemente, a participação de Edilson no BBB 26 reacendeu a discussão sobre a dívida. Caso vencesse o reality, o prêmio de R$ 5,4 milhões poderia ajudar a amortizar parte do passivo. A advogada Elcia Martins, que representa a comissão de credores, chegou a solicitar que a Globo fosse notificada para eventual penhora de valores da premiação. No entanto, o ex-jogador foi expulso do programa antes da análise do pedido.

Ao marcar a audiência de conciliação, o juiz do Trabalho Substituto Murilo Carvalho Sampaio Oliveira mencionou a repercussão nacional da participação de Edilson no programa e destacou a possibilidade de o ex-atleta firmar contratos publicitários, especialmente em ano de Copa do Mundo.

"Como é notório, o jogador já não se encontra em confinamento. Assim, considerando-se a tentativa noticiada e a possibilidade de, em ano de Copa do Mundo, o executado ser contratado para inúmeras campanhas publicitárias, designa-se audiência para tentativa de conciliação", registra trecho da decisão.

Segundo o TRT-5, até o momento, a parte devedora não formalizou pedido de negociação diretamente com o tribunal. Com o fim do confinamento, os advogados dos reclamantes podem solicitar nova análise de bens para reforçar as execuções.

O que diz a defesa

Em nota oficial, a defesa reconheceu a existência das execuções e do saldo devedor. Os advogados afirmam que Edilson enfrentou um período de dificuldades pessoais e profissionais, quando se afastou da gestão direta de seus negócios.

"Houve, portanto, um cenário de má gestão e má administração que contribuiu para o agravamento do passivo e levou à dilapidação do patrimônio de Edilson por meio de penhoras e atos executórios ao longo dos anos", diz o texto.

A defesa sustenta ainda que aproximadamente R$ 56 milhões já foram pagos ao longo das execuções, mas permanece um saldo próximo de R$ 13 milhões, sujeito a atualização diária. Segundo os advogados, o ex-atleta não dispõe mais de patrimônio relevante nem da mesma renda de quando atuava profissionalmente.

O posicionamento também afirma que Edilson buscou, antes mesmo de entrar no BBB 26, contato com representantes dos credores para discutir um "plano de pagamento" baseado em eventuais receitas futuras, como contratos publicitários. "Edilson não está se esquivando, está empenhado em buscar uma solução efetiva", conclui a nota.

Além das ações trabalhistas, reportagem publicada em janeiro apontou que o ex-jogador acumula R$ 2 milhões em atrasos de pensão alimentícia. Entre 2013 e 2018, ele chegou a ser preso quatro vezes pelo mesmo motivo. Recentemente, Matheus Solon publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que a situação já foi resolvida.

Tags:

Edílson Capetinha