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Justiça adia julgamento do rapper Oruam; defesa alega transtornos psíquicos

O cantor é considerado foragido desde o início do mês

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 17:54

Oruam em Bangu
Oruam em Bangu Crédito: Reprodução/ Redes sociais

O julgamento do rapper Oruam foi adiado nesta segunda-feira (23) pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A sessão foi remarcada para o dia 30 de março, às 11h, após um pedido das defesas e a constatação da ausência do delegado Moysés Santana Gomes, uma das vítimas do processo. Seguindo o rito processual, as vítimas devem ser ouvidas obrigatoriamente antes das testemunhas. As informações são da Revista Oeste.

Oruam é réu por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moysés Santana e o oficial de cartório Alexandre Alves Ferraz. O crime teria ocorrido em julho de 2025, durante uma operação da Polícia Civil no bairro do Joá. Além disso, o rapper responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.

Oruam por Reprodução/Redes Sociais

Desde o dia 4 de fevereiro de 2026, o artista é oficialmente considerado foragido. O mandado de prisão preventiva foi expedido após o descumprimento reiterado das regras de monitoramento. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a tornozeleira eletrônica de Oruam está desligada desde 1º de fevereiro. O histórico aponta 66 violações desde setembro, sendo 28 interrupções apenas nos últimos 43 dias, a maioria por falta de carregamento.

Durante a audiência, a defesa apresentou um laudo médico buscando evitar o encarceramento. O documento aponta que o cantor sofre de Transtorno de Ansiedade e Depressão Moderada, o que causaria "prejuízo funcional significativo" em suas atividades sociais e cognitivas.

O relatório clínico sugere que o tratamento seja realizado fora do sistema prisional, argumentando que o medo da prisão e o histórico de doenças anteriores (como tuberculose e pneumonia) agravam seu sofrimento psíquico. O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no entanto, já havia revogado o habeas corpus anterior, classificando o monitoramento eletrônico como "ineficaz" devido às falhas constantes no sinal.

A investigação começou após uma ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) na casa do rapper para buscar um adolescente investigado. Na ocasião, houve confusão e depredação de uma viatura policial. Vídeos do incidente foram fundamentais para o inquérito. Oruam chegou a ficar detido por mais de 60 dias no Complexo de Gericinó antes de obter a liberdade provisória que, agora, foi revogada.

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Prisão Comando Vermelho Justiça Oruam