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Nauan Sacramento
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 20:40
Um mandado expedido pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) realizou nesta terça-feira (3) buscas para prender o rapper Oruam, após o descumprimento do uso da tornozeleira eletrônica. No entanto, o artista não foi localizado em sua residência e é considerado foragido até o cumprimento da ordem judicial. >
A decisão, proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik, é embasada em 28 interrupções de sinal no equipamento de monitoramento em apenas 43 dias, ocorrendo majoritariamente durante a noite e em finais de semana. Embora a defesa tenha atribuído as falhas a "problemas de carregamento da bateria", o ministro classificou a narrativa como frágil.>
Ação na casa de Oruam
Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta-feira (3), o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do rapper Oruam e manteve sua prisão preventiva. Os advogados alegavam que o artista possui histórico de "comorbidades infecciosas no pulmão", o que teria agravado suas condições psíquicas e respiratórias, mas o argumento não foi aceito pela Corte.>
O histórico criminal de Mauro Davi, nome real do artista, inclui uma prisão em julho de 2025, quando foi indiciado por sete crimes, entre eles tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência e ameaça. Posteriormente, ele também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais durante uma ação que o levou à prisão.>
O rapper havia deixado a prisão em setembro passado, beneficiado por uma liminar que substitui a detenção por medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar noturno. Com a revogação dessa liminar devido ao descumprimento das regras, ele deve retornar ao sistema prisional assim que for localizado pelas autoridades.>