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'Ainda Estou Aqui', 'Crime e Castigo' e mais: veja os livros que Bolsonaro pode ler para reduzir pena

Obras incluem biografias, clássicos e livros sobre democracia e direitos humanos

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 29 de novembro de 2025 às 10:02

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro Crédito: HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

O ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do chamado “núcleo crucial” da trama golpista têm a possibilidade de reduzir as penas que começaram a cumprir na última terça-feira (25) por meio da leitura. A remição permite que cada obra aprovada e comprovadamente lida reduza quatro dias da pena.

Para participar, será necessário que Bolsonaro e os outros réus peçam autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito em que foram condenados. A estratégia já foi aplicada em setembro, quando o ex-deputado Daniel Silveira teve 113 dias de pena remidos no regime semiaberto da Cadeia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro, graças à leitura, estudo e trabalho.

Bolsonaro com os filhos por Reprodução

Como funciona a remição

O programa é voluntário e cada participante recebe um livro e um manual com as regras do processo. Os presos têm 21 dias para concluir a leitura e mais 10 dias para entregar um relatório que comprove a leitura, avaliando estética textual, clareza e fidelidade à obra.

A Secretaria de Administração Penitenciária do DF define o programa como “uma ferramenta transformadora no sistema prisional, promovendo leitura, desenvolvimento intelectual e redução de pena por meio da educação”.

Obras permitidas

Para ter efeito na pena, os livros devem constar na lista oficial da Secretaria de Educação do DF. São proibidos títulos que incentivem violência ou discriminação. Veja alguns exemplos. segundo reportagem do G1:

Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva – biografia que retrata memórias familiares e a vida do pai do autor, Rubens Paiva, deputado assassinado durante a ditadura militar; adaptado para o cinema e premiado com o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

Democracia, de Philip Bunting – livro ilustrado que explica o conceito de democracia, cidadania, política, mídias sociais e acesso à informação, recomendado para maiores de 9 anos.

Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski – história de um estudante que mata um agiota, acreditando que pessoas extraordinárias podem cometer crimes, e enfrenta culpa e paranoia.

Outros títulos incluídos na lista abordam ditadura, racismo, gênero e distopias totalitárias, como:

A autobiografia de Martin Luther King, de Martin Luther King

A cor do preconceito, de Carmen Lúcia Campos e Sueli Carneiro

A cor púrpura, de Alice Walker

Admirável mundo novo, de Aldous Huxley

A revolução dos bichos, de George Orwell

Becos da memória e Canção para ninar menino grande, de Conceição Evaristo

Cartas de uma menina presa, de Débora Diniz

Futuro ancestral, de Ailton Krenak

Guerra e paz, de Liev Tolstói

Incidente em Antares, de Érico Veríssimo

Malala: A Menina Que Queria Ir para a Escola, de Adriana Carranca

Na minha pele, de Lázaro Ramos

Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão

O conto da aia, de Margaret Atwood

O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozi Adichie

O príncipe, de Nicolau Maquiavel

O sol é para todos, de Harper Lee

Pequeno manual antirracista, de Djamilla Ribeiro

Presos que menstruam, de Nana Queiroz

Tudo é rio, de Carla Madeira

Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

Zumbi dos Palmares, de Luiz Galdino

1984, de George Orwell

1968: o ano que não terminou, de Zuenir Ventura

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Jair Bolsonaro