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Andreas von Richthofen decide não participar da disputa por herança de R$ 5 milhões do tio

Irmã dele, Suzane, condenada por matar os pais, briga pelo espólio com uma prima do falecido

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 11:49

Andreas von Richthofen
Andreas von Richthofen Crédito: Reprodução

O nome de Andreas von Richthofen poderia integrar a disputa pela herança do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro deste ano, mas ele optou por não participar do processo. Com isso, o conflito judicial ficou concentrado entre a irmã dele, Suzane von Richthofen, e Silvia Magnani, prima e ex-companheira do médico.

Sem deixar testamento, Miguel teve seu patrimônio, estimado em aproximadamente R$ 5 milhões, submetido às regras legais de sucessão, abrindo espaço para a disputa entre possíveis herdeiros. O processo corre nas varas de Família e Sucessões e ainda discute quem ficará responsável pela administração dos bens.

Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em casa por Reprodução

O caso ganhou novos desdobramentos depois que Suzane retirou da garagem da casa do tio, no bairro do Campo Belo, um Subaru XV ano 2021, avaliado em cerca de R$ 200 mil. O veículo integra o espólio e foi levado antes da definição judicial do inventariante.

De acordo com O Globo, a defesa de Suzane afirma que a retirada foi uma medida para proteger o patrimônio, diante de relatos de invasões e desaparecimento de objetos da residência. Segundo os advogados, o carro foi guardado em local seguro e permanece sem uso até decisão da Justiça.

Miguel possuía ao menos três imóveis na capital: a casa onde morava, um imóvel recebido em doação do pai e uma sala comercial no Condomínio Bonnaire Office, na região entre Butantã e Santo Amaro.

A disputa atual envolve, de um lado, Suzane, que alega prioridade por ser parente consanguínea mais próxima. Do outro, Silvia Magnani sustenta ter vivido em união estável com o médico por mais de dez anos e tenta ser reconhecida como herdeira, além de pleitear a função de inventariante.

O caso também remete a episódios anteriores da história familiar. Após o assassinato dos pais de Suzane, em 2002, foi justamente Miguel quem obteve na Justiça decisão que declarou a sobrinha indigna de herdar os bens da família, avaliados na época em cerca de R$ 10 milhões. Agora, a defesa de Silvia tenta utilizar esse entendimento para afastar Suzane da sucessão do tio.

No andamento do processo atual, a juíza determinou a inclusão das certidões de óbito dos pais de Suzane para comprovação do vínculo familiar. Os documentos registram que Manfred e Marísia von Richthofen morreram assassinados com objetos contundentes e trazem a anotação judicial que retirou dela o direito à herança.

A magistrada também exigiu que Silvia apresente provas da alegada união estável, demonstrando convivência pública e duradoura. Questionada, ela afirmou possuir documento que comprovaria quase 14 anos de relacionamento, mas disse precisar localizá-lo para juntá-lo ao processo.

Miguel Abdalla Netto morreu aos 76 anos, em 9 de janeiro de 2026, dentro da própria casa. Um vizinho, que tinha as chaves do imóvel, entrou na residência após notar sua ausência prolongada e encontrou o médico sentado em uma poltrona, já em avançado estado de decomposição.

O atestado de óbito aponta causa da morte como indeterminada e prevê exames complementares. Por isso, o caso passou a ser tratado como morte suspeita pela Polícia Civil. O sepultamento ocorreu em Pirassununga, no interior paulista, e Suzane não compareceu. Silvia foi a única pessoa a acompanhar a despedida. 

Em nota enviada a O Globo, as advogadas de Silvia afirmaram que decisões tomadas sem autorização judicial colocaram bens do espólio em risco e defenderam que o inventário seja conduzido por alguém comprometido com a preservação do patrimônio. Segundo a defesa, Silvia auxiliou nos procedimentos do sepultamento e colaborou com as autoridades nas apurações envolvendo a morte e a residência do médico.

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