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Monique Lobo
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 21:51
O que é considerada uma lesão rara, no período do Carnaval se torna mais comum. Os casos de fratura peniana crescem vertiginosamente em períodos de festa. É o que aponta um levantamento feito com base em ocorrências atendidas no Hospital Souza Aguiar, do Rio de Janeiro. As informações são do O Globo. >
Em um mês comum, a unidade costuma atender, em média, quatro casos. Em cinco dias do Carnaval deste ano esse número foi superado: foram cinco casos, um por dia. Um aumento de mais de sete vezes se comparamos o mesmo período de cinco dias. >
O crescimento nas ocorrências também foi notado entre o Natal e o Réveillon do ano passado, quando em uma semana foram contabilizados oito pacientes com a fratura. >
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS-RJ), 571 atendimentos de fratura peniana foram registrados de 2024 até o dia 8 de fevereiro deste ano. >
Para o chefe do setor de Urologia do hospital, o urologista Leandro Koifman, esse cenário exige atenção. "A gente atende fratura peniana o ano inteiro. Mas nos períodos festivos, como carnaval, Natal e férias de verão, o número aumenta de forma evidente. Somos referência estadual em emergência urológica há 25 anos. Já catalogamos mais de 550 casos nesse período. Não é algo que nos surpreenda, mas é algo que preocupa", revelou em entrevista ao O Globo.>
O pênis não possui osso, então o termo fratura está relacionado ao rompimento da túnica albugínea, que é a membrana que reveste os corpos cavernosos. Os corpos cavernosos, por sua vez, são as estruturas do pênis que se enchem de sangue para provocar a ereção. >
A fratura é caracterizada por um estalo que é possível escutar, seguido de dor intensa e perda imediata da ereção. Além disso, o membro fica inchado e com hematoma, com um aspecto conhecido como de beringela. >