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Nauan Sacramento
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 12:41
Uma criança que sofreu uma fratura no braço após sofrer uma queda enquanto andava de skate, no centro de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, tornou-se o centro de uma polêmica sobre a infraestrutura de saúde pública no Rio de Janeiro. Após ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município em uma viatura da Polícia Militar, o menino saiu do local com o membro imobilizado de forma improvisada com pedaços de papelão e ataduras. >
De acordo com relatos de familiares e testemunhas, o paciente passou por um exame de raio-x na unidade que confirmou a lesão. No entanto, os responsáveis foram informados de que a UPA não contava com médicos ortopedistas no momento, nem possuía os materiais necessários para a confecção de um gesso. >
Diante da ausência de recursos adequados, a equipe de saúde optou pela imobilização rudimentar como medida paliativa para reduzir o risco de agravamento da fratura até que um atendimento especializado fosse viabilizado.>
O tratamento definitivo e a aplicação do gesso só ocorreram no dia seguinte, quando a criança foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal. O caso gerou repercussão nas redes sociais e críticas sobre a capacidade de atendimento da unidade, que é considerada referência na região. >
Foi pontuado que, embora a imobilização improvisada seja aceitável em cenários de emergência extrema para evitar danos maiores, a falta de insumos básicos e de especialistas em uma unidade desse porte é preocupante e pode oferecer riscos caso o diagnóstico correto não seja feito prontamente.>
Em nota oficial, a Fundação Saúde, responsável pela gestão da unidade, esclareceu que a UPA de São Pedro da Aldeia não possui o serviço de Ortopedia em seu perfil de atendimento. A instituição informou ainda que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos com rigor e agilidade, reiterando seu compromisso com a qualidade da assistência prestada à população.>