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Wendel de Novais
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 08:10
A defesa do adolescente apontado como autor das agressões contra o cão Orelha divulgou um vídeo que, segundo os advogados, coloca em dúvida a cronologia apresentada pela polícia no inquérito. As imagens mostram o animal circulando pela vizinhança por volta das 7h do dia 4 de janeiro, horário posterior ao apontado pelos investigadores como o momento mais provável das agressões, às 5h30. >
O material foi apresentado após a conclusão do inquérito policial, finalizado na terça-feira (3), quando a Polícia Civil solicitou à Justiça a internação provisória do jovem. A defesa sustenta que o adolescente não participou do crime e afirma que o registro em vídeo enfraquece a versão adotada pela investigação ao indicar que o cachorro ainda estava vivo e caminhando horas depois do período indicado. >
Defesa divulgou imagens do cão Orelha andando após agressões
A polícia confirmou a autenticidade do vídeo, mas ressaltou que, em nenhum momento, afirmou que o animal tenha morrido imediatamente após sofrer as agressões. Para investigadores, o fato de Orelha aparecer nas imagens não invalida a apuração, já que o intervalo entre a violência e a morte do cão não foi estabelecido. >
Nas imagens divulgadas, dois cães aparecem andando pela calçada. Orelha, identificado à esquerda, sai de uma área de vegetação e segue pela rua, aparentemente sem acompanhamento humano no momento da gravação. A defesa também argumenta que não há imagens que mostrem diretamente o instante da agressão, tampouco testemunhas que tenham presenciado o ataque. >
O caso segue sob análise da Justiça, que deve decidir sobre o pedido de internação provisória do adolescente com base no conjunto de provas apresentado pela Polícia Civil e nos argumentos da defesa. >
Imagens flagraram a contradição do adolescente
Conclusão de inquérito >
O adolescente foi responsabilizado por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos contra animal. Durante o interrogatório, o investigado apresentou versões conflitantes e omitiu informações relevantes para o esclarecimento do caso. As imagens analisadas pela investigação mostram o adolescente deixando o condomínio onde estava hospedado por volta das 5h25 do dia 4 de janeiro e retornando cerca de meia hora depois, às 5h58, acompanhado de uma amiga. >
Em depoimento, no entanto, ele afirmou ter permanecido durante todo o período na área da piscina do local. O cão Orelha foi atacado aproximadamente às 5h30, horário compatível com a ausência do adolescente registrada pelas câmeras. Além dos vídeos, a investigação reuniu depoimentos de testemunhas e análise das roupas usadas pelo jovem naquela madrugada. Com a conclusão do inquérito, o material foi encaminhado ao Judiciário, que vai avaliar o pedido de internação provisória enquanto o caso segue. >
Investigação >
O caso, que gerou forte comoção, aponta para a participação de adolescentes nas agressões. Dois deles, suspeitos de envolvimento direto, haviam deixado o país logo após o crime em uma viagem previamente marcada pelas famílias, mas retornaram ao Brasil na última quinta-feira (29). >
Outros dois adolescentes já tinham sido identificados e localizados durante uma operação policial realizada no início da semana. Apesar do volume de material analisado, a polícia informou que não há registros em vídeo do momento exato em que o cão foi atacado e nem imagens que mostrem os adolescentes interagindo diretamente com o animal. >
Segundo informações do Fantástico, a investigação se baseia em um conjunto de indícios que, reunidos, sustentam a linha de apuração sobre a participação do grupo. O trabalho é montar um “quebra-cabeça” para esclarecer a dinâmica do crime. >
Cão Orelha foi espancado e passou por eutanásia