Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 09:05
O manobrista e responsável pela manutenção da piscina da academia, Severino José da Silva, de 43 anos, afirmou à Polícia Civil que recebeu uma ligação do proprietário do estabelecimento no domingo (8), um dia após a morte de Juliana Faustino Bassetto, 27, no local. As informações são do G1. >
Segundo ele, o dono da academia o alertou sobre o avanço das investigações e aconselhou que deixasse a própria casa. “Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo”, teria dito o empresário durante o telefonema. Severino prestou depoimento na manhã desta terça-feira (10). >
Veja o momento em que o produto químico é manipulado
Os proprietários da academia também devem ser ouvidos nos próximos dias. À polícia, o funcionário relatou que, ao perceber que alunos estavam passando mal durante a aula, tentou entrar em contato com o dono do estabelecimento, identificado como Celso, ainda no sábado. No entanto, não conseguiu falar com ele naquele momento. >
De acordo com o depoimento, o retorno do proprietário só aconteceu às 14h11, quando a academia já havia sido esvaziada. Ao ser informado sobre o ocorrido, Celso teria reagido dizendo apenas: “Paciência”. Ainda segundo Severino, a ligação teria sido feita por volta das 10h30 do dia seguinte, já no domingo. >
A principal linha de investigação aponta para a manipulação inadequada de produtos químicos nas proximidades da piscina. A suspeita é que a substância tenha se espalhado pelo ambiente fechado, que possui pouca ventilação, provocando a intoxicação dos frequentadores. O caso segue sob apuração. >
Casal passou mal após entrar em piscina
A morte >
No sábado (7), Juliana e seu marido nadavam na academia quando notaram que a água da piscina apresentava odor e gosto anormais, segundo informações do g1 de São Paulo. >
Os dois sentiram mal-estar depois da natação e comunicaram o professor responsável. Já o adolescente de 14 anos está internado em estado grave no hospital Vila Alpina, na zona leste de São Paulo, segundo o Metrópoles. O menor de idade foi levado pelo pai ao hospital após passar mal depois da aula de natação. >
A Polícia Civil investiga se houve vazamento de cloro e se esta é a causa da morte. Até o início da tarde deste domingo (8), a academia não havia se posicionado publicamente sobre o ocorrido. >
O Corpo de Bombeiros foi até o local para tentar apurar a causa da suposta contaminação da água, no sábado (7). No entanto, ao chegarem no local, na noite de sábado, a academia estava fechada e não foi possível concluir o atendimento. Neste domingo (8), os bombeiros voltaram ao local e romperam a porta da academia, ainda segundo o Metrópoles. >