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Wendel de Novais
Publicado em 12 de março de 2026 às 09:57
O guarda civil municipal Luiz Artur Lemos Gomes, 34 anos, que é suspeito de matar a própria esposa dentro da casa na cidade de Uberaba, em Minas Gerais, foi preso de maneira preventiva. A prisão acontece depois do suspeito afirmar que a vítima, Taciana Ferreira Rodrigues, 36, teria tentado tirar a própria vida, mas ser desmentido por familiares que ouviram a filha do casal relatar que presenciou o tiro que o pai deu na mãe. >
De acordo com informações do g1, a discussão começou depois que o homem se irritou ao ver a esposa pintando as unhas dentro da residência. O desentendimento evoluiu para agressões físicas. Segundo relato da criança à avó, Luiz passou a atacar a mulher enquanto ela estava na sala da casa e, em seguida, enforcou Taciana enquanto ela estava sentada no sofá. >
Caso é investigado pela Polícia Civil
Na sequência, ele teria ido até o quarto da residência, pegado uma arma de fogo e retornado ao cômodo, onde efetuou um disparo na cabeça da vítima. Após o crime, Luiz Artur colocou a esposa no carro e a levou até um hospital da cidade, alegando que ela teria atentado contra a própria vida. A versão, no entanto, começou a ser contestada após o relato da filha do casal, que presenciou toda a situação. >
A situação veio à tona depois que a criança enviou uma mensagem para a avó pelo WhatsApp afirmando que o pai havia atirado na mãe. Ao chegar ao imóvel, a mulher encontrou a neta sozinha e em estado de desespero. "Ela presenciou tudo o que aconteceu e ela que ligou pra avó pedindo socorro, que o pai dela tinha dado o tiro no rosto da mãe dela", afirmou Ronaldo Rodrigues, pai da vítima, em entrevista à Band. >
Ainda de acordo com a família, o suspeito teria orientado a menina a não contar o que havia visto e chegou a ameaçá-la de agressão caso revelasse a verdade. O guarda municipal foi preso em flagrante ainda no hospital. Durante a abordagem, policiais militares apreenderam duas armas de fogo, munições, carregadores e um soco inglês que estavam com o suspeito. >
Após passar por audiência de custódia, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Uberaba informou que o agente havia passado por avaliação psicológica obrigatória para o uso de armamento, realizada com acompanhamento da Polícia Federal. >