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Wendel de Novais
Publicado em 12 de março de 2026 às 10:51
Uma reunião entre representantes da Corregedoria da Polícia Militar e delegados responsáveis pela investigação da morte da soldado Gisele Santana, 32 anos, se reuniram nesta quarta-feira (11), terminou com a decisão de avançar com um pedido de prisão temporária contra o tenente-coronel Geraldo Neto, 53, marido da vítima. As informações são da TV Globo. >
A policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, que afirmou às autoridades que ela teria cometido suicídio. A versão, no entanto, foi contestada pela família e por laudos que apontam lesões e desmaio de Gisele antes do disparo que a atingiu na cabeça ter sido deflagrado. >
Gisele foi encontrada com tiro na cabeça
Dentro desse contexto, o caso deixou de ser tratado como suicídio e passou a ser investigado como morte suspeita pela Polícia Civil. De acordo com os peritos responsáveis pelo exame, há indícios de que a policial pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo na cabeça. >
Ainda segundo a perícia, Gisele não apresentou sinais de reação ou defesa no momento do tiro. O crime ocorreu na manhã do dia 18 de fevereiro. O laudo também descreve que as marcas encontradas no corpo da policial eram "contundentes" e provocadas "por meio de pressão digital e escoriação compatível com arranhões característicos de marcas de unhas. >
Durante a reunião entre investigadores e representantes da Corregedoria, foi avaliado que os elementos já reunidos no inquérito são considerados suficientes para embasar o pedido de prisão temporária do oficial. O material coletado segue em análise para que o requerimento seja formalizado à Justiça. >
Imagens mostram movimentação no corredor após morte de Gisele