Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Toffoli diz ser sócio de empresa que vendeu resort, mas nega ter ligação com Vorcaro

Nota também detalha saída de empresa familiar de grupo empresarial e nega relação pessoal com investigados.

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 10:06

O ministro Dias Toffoli, durante sessão do STF
O ministro Dias Toffoli, durante sessão do STF Crédito: Carlos Moura/STF

O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou nesta quinta-feira (12) uma nota pública para esclarecer sua participação societária na empresa Maridt e negar qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado pela Polícia Federal.

O ministro confirma que integra o quadro de sócios da empresa, mas afirma que a gestão do negócio é conduzida por familiares. Segundo o comunicado, essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que impede magistrados apenas de exercer funções administrativas ou de gestão empresarial.

Ainda conforme a nota, a Maridt é uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações fiscais regularmente entregues à Receita Federal. O gabinete acrescenta que as declarações da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.

O comunicado também informa que a Maridt integrou o grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações sucessivas: a venda de cotas ao Fundo Arleen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo restante à PHB Holding, em fevereiro de 2025. Segundo o gabinete, ambas ocorreram “dentro de valor de mercado” e foram informadas à Receita Federal.

Indícios citados em investigação

As explicações ocorrem após a Polícia Federal apontar indícios de pagamentos relacionados ao ministro nas investigações que envolvem o Banco Master. De acordo com reportagem da jornalista Malu Gaspar, publicada no jornal O Globo, o relatório da corporação reúne registros de telefonemas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de um convite para a festa de aniversário do ministro.

O documento também menciona conversas do empresário com terceiros sobre pagamentos ligados à venda do resort Tayayá, empreendimento associado à família do magistrado.

Processo sobre o Banco Master

A nota acrescenta ainda que o processo relacionado à tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB foi distribuído ao ministro em 28 de novembro de 2025, quando, segundo o gabinete, a empresa da família já não integrava o grupo empresarial citado.

O gabinete afirma também que Toffoli não conhece o gestor do Fundo Arleen e nega qualquer relação pessoal com Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel. Por fim, o comunicado sustenta que o ministro “jamais recebeu qualquer valor” das pessoas mencionadas nas investigações.

Tags:

Dias Toffoli