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Vídeo mostra mulher tentando escalar portão e fugir antes de ser morta pelo companheiro: 'Para, por favor'

Assassino levou mulher já morta para hospital e alegou que a encontrou ferida, o que imagens desmentem

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 1 de março de 2026 às 11:01

Priscila foi morta e Deivit foi preso pelo crime
Priscila foi morta e Deivit foi preso pelo crime Crédito: Reprodução

Câmeras de segurança flagraram o momento em que a autônoma Priscila Alves Versão, 22 anos, tenta escapar das agressões do companheiro, o motorista Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, na última segunda-feira (23), em São Paulo. O caso foi registrado como feminicídio, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Nas imagens, Priscila aparece tentando pular um portão para fugir. "Socorro! Pelo amor de Deus", ela grita. Deivit desce do carro e questiona se ela vai continuar pedindo socorro. "Para, por favor", responde a mulher. Em seguida, Priscila cai e é agredida no chão repetidamente. Uma testemunha, que não aparece nas imagens, grita e chama Deivit de vagabundo. Ele se irrita. "Vagabundo é o c... Chama a polícia". Ele diz que vai esperar o homem que está gritando ir até ele, o que não acontece. Em seguida, Deivit coloca a vítima no carro. Ela é empurrada de ponta-cabeça para o banco do passageiro.

Depois das agressões, Deivit levou Priscila ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, no Parque Novo Mundo. A mulher, porém, já chegou sem vida à unidade de saúde.

À equipe médica, o motorista negou ter agredido a companheira. Segundo seu relato, após uma discussão, ele teria ido a um posto de combustível comprar gasolina com a intenção de tirar a própria vida. De acordo com o boletim de ocorrência, ele afirmou que desistiu do suicídio e, ao retornar ao local da briga, encontrou Priscila caída, com sangramento no nariz. Disse então que decidiu socorrê-la. A versão foi desmentida pelas imagens obtidas pelas forças de segurança.

Ainda no hospital, ele teria voltado a ameaçar se matar. A equipe acionou a polícia, que localizou no carro um galão de gasolina e vestígios de sangue, conforme informou a SSP. Deivit foi preso, e o caso é investigado como feminicídio.

Relacionamento abusivo

Familiares relatam que Priscila vivia um relacionamento marcado por violência. Em entrevista à TV Globo, a mãe da vítima, Selma Alves Ribeiro da Silva, afirmou que tentava convencer a filha a deixar o companheiro. "Ela estava em um relacionamento abusivo, tóxico, e estava emocionalmente doente. Fiz tudo o que pude para ajudá-la".

Priscila Alves Versão por Reprodução

Priscila deixa três filhos: duas crianças, de 6 e 4 anos, e um bebê de 6 meses. Os dois filhos mais novos eram do relacionamento de 5 anos com Deivit, que já tinha passagens policiais por roubo e chegou a ficar 14 anos preso.

Amizade marcada por outra tragédia

Priscila era amiga de Tainara Souza Santos, morta no fim do ano passado após ser atropelada e arrastada na Marginal Tietê, uma das principais vias expressas da cidade. O crime ocorreu em 29 de novembro. Tainara ficou 25 dias internada antes de morrer.

O homem apontado como responsável pelo atropelamento, um ex-companheiro da vítima, foi identificado pela Polícia Civil e está preso. Durante a abordagem, ele tentou tomar a arma de agentes e acabou baleado no braço.

Nas redes sociais, a irmã de Tainara, Tatiana Souza Santos, lamentou a morte de Priscila: “Mais uma conhecida, mais uma da quebrada, mais uma mãe. Até quando mulheres vão morrer para a lei tomar uma atitude mais severa?”, escreveu.

Tags:

Feminicídio Priscila Alves Versão