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Nauan Sacramento
Publicado em 2 de março de 2026 às 20:16
Enquanto as atenções globais se voltaram para a Monkeypox (Mpox), as autoridades de saúde brasileiras acendem o alerta para uma ameaça mais imediata: a rápida disseminação de vírus respiratórios. O novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela um crescimento nacional nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pelo rinovírus, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela influenza A. >
A análise, referente ao período de 15 a 21 de fevereiro, coloca os estados de Goiás, Sergipe e Rondônia em nível de alerta crítico, com tendência de alta no longo prazo.>
Em Pernambuco, a situação é ainda mais específica: o estado já declarou oficialmente o início do período de sazonalidade da síndrome. Entre março e agosto, as condições climáticas e a circulação viral costumam elevar drasticamente o número de registros hospitalares.>
Os dados epidemiológicos das primeiras sete semanas de 2026 acendem um sinal vermelho para pais e responsáveis. Mais da metade das notificações de SRAG (53,1%) no país ocorreram em crianças de 0 a 2 anos. Esta faixa etária é a mais vulnerável a complicações que exigem hospitalização e ventilação mecânica.>
Dentre os sintomas de gravidade estão a febre persistente, dificuldade para respirar (encurtamento da respiração), cansaço intenso e batimento das asas do nariz.>
A transmissão ocorre por gotículas respiratórias e contato direto. Para conter o avanço, especialistas reforçam o "básico" da etiqueta respiratória:>
A vacinação contra a influenza permanece como a principal estratégia para evitar mortes. Como os vírus da gripe sofrem mutações constantes, a atualização anual da vacina é indispensável para garantir a imunidade contra as cepas que circulam no momento.>
A Síndrome Respiratória Aguda Grave não é uma doença única, mas um conjunto de sintomas causados por diversos vírus que evoluem para a necessidade de internação. Nos casos mais severos, a síndrome pode levar à insuficiência respiratória e óbito, caso não haja intervenção médica rápida.>