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Bruno Wendel
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 15:57
O deputado estadual Binho Galinha (PRD), preso sob acusação de chefiar um grupo de milicianos, teve uma arma apontada para a cabeça durante uma inspeção no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Além dele, dois advogados que estavam na cela também foram ameaçados.
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A denúncia foi feita pelo advogado Alexsandro Souza Cerqueira durante audiência virtual na 1ª Turma da 1ª Câmara Criminal, realizada no último dia 10. Em vídeo ao qual o CORREIO teve acesso, ele afirma que policiais penais do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop) utilizaram uma espingarda calibre 12 durante a revista. >
Binho Galinha e advogados têm armas apontadas à cabeça em presídio
De acordo com Cerqueira, a inspeção ocorreu por volta das 9h do 07 deste mês. Ele e o também advogado Heraldo de Souza tomavam café com o deputado quando foram informados da revista pelo chefe da segurança. Ao retornar à cela, relatou ter encontrado o colega com o rosto voltado para a parede, sob a mira da arma. >
“Quando cheguei, apontaram para mim. Questionei a necessidade daquilo e ouvi que, para eles, eu era preso e deveria colocar as mãos na cabeça e encostar na parede”, afirmou no vídeo. >
Ainda segundo o advogado, um dos policiais tentou utilizar spray de pimenta, mas foi contido pelo comandante da equipe, que determinou a liberação dos defensores. >
A Coluna solicitou posicionamento da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap). Em nota, a secretaria informou que "não procedem as alegações de abuso de autoridade ou uso indevido de armas durante procedimento de revista realizado nas celas e nas salas de estado maior do Centro de Observação Penal (COP)". Leia a nota na íntegra abaixo. >
O Sindicato dos Policiais Penais da Bahia também foi procurado, mas, até o momento, não respondeu. A Coluna procurou ainda o advogado Alexsandro Souza Cerqueira sem sucesso. Espaço segue aberto para ambos. >
Nota da Seap>
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) informa que não procedem as alegações de abuso de autoridade ou uso indevido de armas durante procedimento de revista realizado nas celas e nas salas de estado maior do Centro de Observação Penal (COP).>
A operação ocorreu no último dia 07 de fevereiro, por volta das 9h10, com atuação do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP). A revista foi realizada em todos os pavilhões do COP e nas duas celas especiais, que abrigam três internos. >
O procedimento transcorreu dentro da técnica operacional, sem qualquer intercorrência e sem necessidade de utilização de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO). Após o congelamento das celas, os internos foram devidamente extraídos e acompanharam todo o processo de busca em suas respectivas acomodações. A ação foi concluída às 9h30.>
A Seap esclarece que todo custodiado, independentemente de estar em cela comum, cela especial ou sala de estado maior, está sujeito às rotinas e operações de revista previstas na legislação e nos protocolos de segurança. Não há qualquer tipo de regalia ou tratamento diferenciado no que diz respeito aos procedimentos de segurança e disciplina.>
A revista no COP faz parte de um conjunto de ações realizadas diariamente nas unidades prisionais em todo o Estado, com o objetivo de garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema prisional baiano.>
A Seap reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito aos direitos e deveres de todos os custodiados, atuando de forma firme e responsável na preservação da segurança e da ordem pública.>