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Agência Correio
Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 11:00
A ciência brasileira conquistou um espaço importante em um dos maiores eventos sobre nutrição na Europa. Durante a 14ª Conferência Internacional de Dados Alimentares da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação em Roma, dados inéditos revelaram como o preparo do café impacta diretamente o bem-estar do consumidor. >
Especialistas da Universidade de São Paulo trouxeram luz sobre a melhor maneira de consumir esse grão tão amado. >
Café inovador já está à venda
O trabalho acadêmico assinado por Elizabeth Torres e Camila Marques focou no tradicional método do filtro de papel. Elas escolheram essa técnica justamente por ser a mais comum nos lares do Brasil, garantindo que o estudo fosse relevante para a população. A meta era observar a variação dos elementos fenólicos conforme a receita utilizada.>
Ao todo, a equipe testou oito formas de preparo para comparar os níveis de antioxidantes presentes em cada uma. Esse levantamento detalhado foi compartilhado com mais de 180 peritos internacionais na conferência organizada pela FAO em setembro de 2025. O estudo comparou rigorosamente desde o café preto tradicional até misturas complexas com leite e adoçantes.>
Além do mais, a pesquisa avaliou como a remoção da cafeína interfere na química natural da bebida. Elas observaram atentamente se o processo de descafeinização preservava as propriedades medicinais que protegem o nosso sistema celular. >
Assim, o experimento conseguiu mapear com exatidão quais substâncias permanecem na xícara após o contato com a água quente e o filtro.>
A principal conclusão aponta que o café coado puro, mantendo sua cafeína natural, oferece os melhores resultados para o organismo. Ele concentra a maior quantidade de antioxidantes, substâncias fundamentais para prevenir diversas doenças e proteger as células. Nesse sentido, a pureza do grão filtrado se mostrou superior a qualquer outra combinação testada.>
Em contrapartida, a adição de leite prejudica severamente a absorção dessas propriedades benéficas pela nossa saúde. O açúcar, embora menos prejudicial que o leite, também causa uma leve queda na atividade funcional quando comparado ao café puro. >
Além disso, as versões descafeinadas ficaram muito atrás no ranking, apresentando baixos valores de proteção celular.>
O pior desempenho foi observado na combinação de café descafeinado com leite e açúcar, que perde quase toda a sua força funcional.>
Por isso, as pesquisadoras recomendam que o consumidor priorize a xícara de café preto e puro sempre que possível. Adotar esse hábito simples pode transformar sua bebida diária em um escudo muito mais potente para a sua longevidade.>