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Agência Correio
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 12:00
Uma relíquia esquecida em um museu revelou segredos incríveis sobre a pré-história do Brasil. Cientistas descreveram o Bakiribu waridza, uma espécie inédita de pterossauro que habitava o atual Nordeste brasileiro no passado.>
Este animal voador viveu há cerca de 110 milhões de anos, em plena era dos dinossauros. Consequentemente, ele se torna o primeiro registro oficial de um pterossauro filtrador preservado em áreas tropicais.>
Santa Inês, a cidade dos dinossauros
O nome da espécie faz referência direta ao seu mecanismo de alimentação muito peculiar. O Bakiribu waridza possuía centenas de dentes finos que funcionavam como um filtro biológico eficiente para sua sobrevivência.>
Ele buscava pequenos crustáceos para se sustentar diariamente. Dessa forma, sua dieta era muito diferente daquela observada em outros grandes répteis voadores da mesma época.>
A identificação só foi possível por meio do estudo detalhado de um raro vômito fossilizado. Pesquisadores notaram que um predador antigo engoliu o pterossauro e depois expeliu os restos, que ficaram preservados na rocha.>
Este material estava armazenado há muito tempo sem despertar a atenção necessária dos peritos. Contudo, a análise recente do Grupo Santana revelou a presença de fósseis valiosos em seu interior mineralizado.>
Anteriormente, acreditava-se que pterossauros com esse perfil habitavam apenas regiões de clima frio. Todavia, a descoberta prova que eles também prosperaram no calor do ambiente tropical brasileiro há milhões de anos.>
Esse novo dado ajuda a compreender melhor como esses animais evoluíram ao longo do tempo geológico. Com isso, o Araripe se consolida como um dos locais de descobertas científicas mais relevantes do mundo.>