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Agência Correio
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 13:00
Os dispositivos móveis da Nokia produzidos há décadas, como o lendário 3310, tornaram-se ícones da resistência tecnológica. Estes aparelhos eram conhecidos como verdadeiros tijolos por serem praticamente impossíveis de quebrar.>
Muitas pessoas ainda possuem esses celulares guardados em gavetas e agora se perguntam sobre o seu destino. A dúvida entre manter a lembrança guardada ou transformá-la em dinheiro vivo movimenta fóruns de entusiastas retrô. >
Veja os celulares que ficarão sem WhatsaApp em 2026
De acordo com informações publicadas pelo jornal Margriet, da Holanda, o Nokia antigo ganha espaço entre jovens. As novas gerações buscam uma alternativa ao vício digital enquanto colecionadores monitoram o mercado global. >
Ao analisar a história dos eletrônicos, a jornalista Manon Sikkel recorda que o Nokia 3310 focava na simplicidade. Diferente dos aparelhos Blackberry, que serviam para o trabalho, o Nokia era ideal para quem buscava paz mental. >
“Os proprietários de Nokia, por outro lado, estavam satisfeitos com seu mini-telefone simples e muito confiável”, afirma Manon. Essa satisfação com o básico é o motor da nova tendência que valoriza o uso de celulares clássicos.>
Os aparelhos Nokia voltaram à moda porque as gerações Z e Alpha estão exaustas da hiperconectividade. O desejo de passar mais tempo longe das telas e das redes sociais trouxe de volta o interesse pelo design minimalista.>
Conhecidos pelo termo “dumbphones” nos países de língua inglesa, esses celulares são o oposto dos smartphones. Eles limitam propositalmente as funções para devolver ao usuário o controle sobre o seu próprio tempo livre.>
A experiência offline, que parecia ultrapassada para o século vinte e um, ganha novo fôlego com esses itens. O Nokia “tijolão” oferece justamente a liberdade de não ter aplicativos drenando a atenção durante todo o dia.>
Vamos direto ao ponto que interessa a quem possui um desses guardado: os valores de mercado. Embora a maioria das pessoas não vá enriquecer com a venda, os preços de anúncios recentes são capazes de surpreender os leigos. >
No final do ano de 2025, uma unidade do 3310 foi listada no site de leilões eBay por mais de 1,7 mil euros. O valor convertido ultrapassa a marca de 11 mil reais, considerando a cotação da moeda europeia no período citado.>
É importante ressaltar que esse preço exorbitante foi pedido por um aparelho totalmente novo. Itens que ainda conservam o lacre da fábrica e a caixa original intacta são o sonho de qualquer colecionador sério do setor.>
Para os modelos usados que apresentam bom estado de conservação, a média de preço é bem mais modesta. Geralmente, esses celulares são vendidos por valores que variam entre 25 e 75 euros no mercado internacional de usados.>
Se você encontrar a embalagem original do produto, o valor pode ser impulsionado para cerca de 100 euros. No Brasil, essa quantia representaria 600 reais, um valor considerável para uma tecnologia considerada obsoleta.>
O mercado nacional brasileiro ainda caminha a passos lentos no setor de colecionismo de celulares antigos. A tendência de usar “dumbphones” por aqui é menor, o que exige cautela na hora de precificar o seu próprio item. Existem detalhes técnicos que você deve conferir antes de anunciar seu Nokia para potenciais compradores. >
Verifique se a bateria está estufada ou se há vazamentos químicos, pois esses problemas reduzem drasticamente o preço. A conectividade também influencia no valor final do produto para quem deseja realmente utilizá-lo. Celulares que funcionam com qualquer operadora de telefonia são mais valorizados do que os aparelhos bloqueados por empresas. >
Observe atentamente a tela de plástico do seu dispositivo em busca de possíveis marcas de uso profundo. Riscos e arranhões na tela são considerados fatais para o valor de revenda de um aparelho Nokia clássico nos dias atuais. Avalie se o seu antigo companheiro de chamadas está pronto para ser pass >