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Agência Correio
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 06:00
A busca por alívio imediato contra a queimação pode esconder um perigo silencioso no armário de remédios. >
Um novo estudo brasileiro aponta que o uso frequente de omeprazol altera a absorção de minerais vitais. Além disso, esse medicamento super populares no Brasil estão ligados a maior risco de demência e câncer. Essa descoberta coloca em xeque o hábito de tomar o comprimido por conta própria por meses.>
Remédios
Cientistas da Unifesp e da FMABC publicaram essas conclusões na revista científica ACS Omega. >
Eles demonstraram que a saúde óssea sofre danos quando o remédio é usado além do recomendado. >
Além disso, a anemia surge como uma consequência possível desse uso prolongado e sem supervisão.>
Os cientistas utilizaram modelos animais para mapear as alterações causadas pelo medicamento no organismo. >
Eles dividiram os ratos em grupos de controle e grupos tratados com omeprazol por diferentes períodos. >
As análises focaram no sangue e em tecidos vitais para verificar a concentração mineral.>
Os resultados revelaram que os níveis de nutrientes circulantes sofreram quedas drásticas. Além da anemia por falta de ferro, houve uma mudança perigosa no padrão do sistema imunológico. >
Anderson Nogueira do Nascimento destacou que o aumento de cálcio no sangue sinaliza perda de massa óssea.>
O omeprazol faz parte de uma classe que inibe a produção de ácido no estômago. Essa redução da acidez é o que traz o conforto para quem sofre de refluxo. >
Entretanto, o ácido gástrico é necessário para quebrar e absorver diversos nutrientes da alimentação.>
Nesse processo, funções neuromusculares e cardiovasculares acabam prejudicadas pela falta de minerais essenciais. >
O corpo não consegue processar o que ingere devido à alteração química causada pelo remédio. >
Assim, o uso prolongado acaba criando um ciclo de deficiência nutricional.>
Muitas pessoas compram este medicamento como se fosse um antiácido comum e inofensivo. No Brasil, ele é um dos campeões de vendas e está no mercado há 30 anos. Contudo, essa popularidade mascara os efeitos colaterais que surgem com o passar do tempo.>
Andréa Santana de Brito reforça que não se trata de demonizar o medicamento, mas sim alertar sobre a banalização de seu uso. A eficácia para tratar gastrites é inegável e muito importante para os pacientes. >
Porém, ignorar as contraindicações pode trazer problemas muito maiores que uma simples azia.>
A partir de novembro de 2025, a Anvisa decidiu liberar a venda do omeprazol 20 mg sem prescrição. O objetivo do órgão regulador é facilitar o acesso, desde que o uso seja pontual. >
O limite sugerido para o tratamento autônomo é de apenas duas semanas consecutivas.>
Por outro lado, essa facilidade acende um sinal amarelo entre os profissionais da saúde. Existe um medo real de que a automedicação se torne ainda mais comum na população. >
Sem o olhar de um médico, o uso de longo prazo pode passar despercebido.>
O ponto positivo da pesquisa foi a análise minuciosa de múltiplos órgãos de forma simultânea. O método utilizado permitiu uma visão ampla de como o corpo reage à substância química. >
Mas os autores lembram que os resultados em ratos nem sempre se repetem em humanos.>
Dessa forma, ainda não existe uma conclusão definitiva sobre fraturas ósseas em pessoas reais. Não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito absoluta sem testes em pacientes. >
Por isso, a ciência continua investigando para garantir a total segurança dos usuários.>