Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Ana Beatriz Sousa
Publicado em 16 de março de 2026 às 10:46
Na cerimônia do Oscar 2026, no Dolby Theatre, neste domingo (15), enquanto o envelope de Melhor Ator Coadjuvante era aberto e o nome de Sean Penn era revelado, a cadeira vazia do artista foi algo que não passou despercebido. >
Aos 65 anos, Penn conquistou sua terceira estatueta dourada pela atuação em 'Uma Batalha Após a Outra', de Paul Thomas Anderson. No filme, ele interpreta o coronel Steven Lockjaw, um militar rígido, assustador e, curiosamente, cômico, que tenta apagar um 'affair' do passado com uma revolucionária (vivida por Teyana Taylor) para salvar sua carreira política. A performance foi considerada tão avassaladora que ele desbancou favoritos como Benicio Del Toro e Jacob Elordi. >
Os maiores vencedores do Oscar
O ator já entregou um de seus Oscars ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (sugerindo que o troféu fosse derretido para fabricar balas contra a invasão russa) e que viajou clandestinamente ao México para entrevistar o traficante El Chapo. Para Penn, os holofotes de Hollywood parecem pequenos demais perto das crises humanitárias que ele insiste em enfrentar, do Haiti à Bolívia.>
Com essa vitória, Sean Penn faz parte do seleto grupo de homens com três estatuetas, ao lado de atores como Daniel Day-Lewis, Jack Nicholson e Walter Brennan. É um feito raríssimo, que o coloca no mesmo patamar de artistas como Meryl Streep e Frances McDormand.>
Sua trajetória, porém, é um caso à parte. Filho da indústria (seus pais eram o diretor Leo Penn e a atriz Eileen Ryan), Sean nunca foi o 'bom moço'. Do casamento turbulento com Madonna nos anos 80, que incluiu uma passagem pela prisão por agressão, ao relacionamento longo com Robin Wright, sua vida pessoal sempre alimentou os tabloides.>
A vitória deste domingo por 'Uma Batalha Após a Outra' reforça uma verdade incômoda para Hollywood, a Academia pode até ter uma relação complicada com Penn, mas não consegue ignorar seu talento. Ele é o ator que prometeu deixar a carreira para dirigir e voltou para ganhar o Oscar por 'Sobre Meninos e Lobos' (2004) e 'Milk' (2009).>