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Policial revela parceria de 25 anos com médium para resolver crimes; um dos casos impressiona

Veterano do FBI narrou em livro como o guia espiritual o auxiliou na resolução de casos

  • Foto do(a) author(a) Elis Freire
  • Elis Freire

Publicado em 28 de agosto de 2025 às 19:34

John Edward (médium) e Robert Hilland (policial)
John Edward (médium) e Robert Hilland (policial) Crédito: Reprodução/ St. Martin's Publishing Group

História de filme! Robert Hilland, veterano do FBI com 30 anos de carreira, e John Edward, médium e autor best-seller, revelaram que trabalharam juntos em diversos casos de crimes ao longo de 25 anos. Os dois mantiveram a parceria em sigilo por décadas, com o pré-lançamento do livro "Chasing Evil: Shocking Crimes, Supernatural Forces, and an FBI Agent’s Search for Hope and Justice" (ainda sem título em português) tudo veio à tona. 

"Agentes do FBI não consultam médium.", justificou Robert em entrevista à revista "People", sobre a revelação só ter ocorrido agora. "Lidamos com o mundo das evidências e dos fatos, e apenas com isso. Eu ficava preocupado que, se outras pessoas descobrissem meu relacionamento com John, isso poderia comprometer minha carreira e meu emprego", admitiu o policial estadunidense aposentado.

Livro "Chasing Evil: Shocking Crimes, Supernatural Forces, and an FBI Agent’s Search for Hope and Justice" por Reprodução

Robert contou ainda que não acreditava em médiuns antes de conhecer John. O ceticismo sobre a influência espiritual acabou dando à convicção, após os palpites certeiros de John em casos de assassinato. O ex-agente expressou ainda que o parceiro conseguia saber de coisas pessoais que mais ninguém tinha como saber além dele próprio. 

"Quando o conheci, eu não acreditava em médiuns. Se alguém dissesse, há quase 30 anos, que eu escreveria um livro com ele, eu teria rido. Mas ele começou a me dizer coisas da minha vida pessoal que ninguém mais sabia. Foi uma experiência fora do corpo. Algo que me fez pensar: 'Isso é real, mesmo que eu não compreenda'", contou à publicação americana. 

Já John fez questão de ressalta que o seu papel não era resolver crimes, mas sim trabalhar como um canal que transmitia informações de um outro plano à autoridade.

"Fui muito claro quando falamos sobre isso, mas não resolvi nada. O trabalho vem com a pessoa que recebe a informação. Na verdade, sou apenas o meio para transmitir isso. Então, no caso do Bob, os insights que consegui transmitir a ele, se ele não os tivesse utilizado, não teriam dado em nada.", ponderou o médium.

Caso impressionante

Um dos casos em que a parceria do médium e do policial foi essencial para resolver um crime foi em setembro de 2009, em um assassinato que ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos, o da estudante de pós-graduação Annie Le, de 24 anos. Ela desapareceu misteriosamente dentro do campus da Universidade Yale, em New Haven (Connecticut, EUA), tendo sido vista pela última vez por câmeras de segurança quando entrava num prédio de pesquisa da universidade. Ela deixou para trás foram fios de cabelo e pequenas manchas de sangue dentro de um laboratório e nada se sabia sobre o corpo da jovem.

Pressionada pela mídia e pela família da vítima, Robert buscava pistas sobre o paradeiro da jovem. O desfecho do caso, porém, que parecia ter ocorrido apenas de forma técnica ganhou outra explicação com o pré-lançamento do livro

No livro, o agente especial do FBI (polícia federal dos EUA) Robert Hilland relata que os restos mortais de Annie Le foram encontrados escondidos atrás de uma parede no porão do prédio de cinco andares, após uma dica do médium John Edward. Dois dias após o desaparecimento, John ligou para Robert e apontou, com precisão, o local onde o corpo estava escondido.

"Foi como um computador ganhando vida. John ao telefone dizendo: 'Ela está bem ali! Ela está bem ali, à direita!'", relembrou Robert.

No momento, John, que estava na Irlanda e falava com o policial por ligação de vídeo, afirmou ter sido guiado por entidades espirituais, que o direcionaram até um banheiro no prédio onde o agente realizava as buscas. "Ele estava praticamente gritando no meu ouvido: 'Ela está ali, ela está ali'. Mas não havia nada lá. Apenas uma parede", disse Robert.

Poucas horas depois, já a caminho de Washington (EUA), Robert recebeu uma ligação de um colega e descobriu que John estava certíssimo no palpite. "Ele me disse: 'Você não vai acreditar. Um dos cães farejadores de cadáveres encontrou o banheiro. Abrimos a passagem de canos e encontramos o corpo dela enfiado na parede'. Ela estava exatamente onde John disse que ela estava.", conta o ex-agente federal.