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Prematuros exigem atenção para tipo de doença grave, até na vida adulta

Novembro Roxo coloca luz na importância do cuidado com aqueles que nasceram antes do período ideal

  • Foto do(a) author(a) Elis Freire
  • Elis Freire

Publicado em 30 de novembro de 2025 às 06:00

Bebê prematuro
Bebê prematuro Crédito: Divulgação

São inúmeros os desafios enfrentados por bebês que chegam ao mundo antes do período ideal como baixo peso, dificuldades respiratórias e distúrbios intestinal. Porém, entre os problemas está um tipo de doença que pode ser muito grave e fatal: as cardiopatias congênitas, malformações no coração que podem acometer a criança desde o nascimento.

O Novembro Roxo, mês de conscientização sobre prematuridade, alguns cuidados importantes em relação aos recém-nascidos prematuro são colocados em evidência. No caso das cardiopatias, os médicos apontam o diagnóstico precoce e cuidado especializado como as principais chaves, tendo em vista que um em cada 100 bebês nasce com algum defeito cardíaco de acordo com o Ministério da Sáude.

Cuidados com o bebê prematuro por Reprodução

A cardiologista pediátrica Keylla Passos, coordenadora do Serviço de Cardiologia Pediátrica do Hospital Mater Dei Salvador, explica quais alterações são mais frequentes nos prematuros. “As doenças cardíacas congênitas mais comuns nesses bebês são o canal arterial patente, a comunicação interventricular e a comunicação interatrial”, afirma.

O canal arterial patente (PCA) é uma estrutura presente em todos os fetos e que normalmente se fecha nas primeiras horas após o nascimento. Nos prematuros, esse fechamento pode demorar ou nem acontecer espontaneamente, causando sobrecarga no coração e nos pulmões. Já as comunicações interventricular (CIV) e interatrial (CIA) são orifícios entre câmaras do coração, que podem se fechar naturalmente. A oclusão espontânea pode ocorrer em defeitos menores.

A CIA e a CIV causam uma mistura inadequada de sangue entre as cavidades, podendo levar a um cansaço, dificuldade para ganhar peso e maior risco de infecções respiratórias. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, essas alterações estão entre as causas mais comuns de internação cardíaca em prematuros e, quando não tratadas, podem acarretar insuficiência cardíaca ou impacto no desenvolvimento.

Diagnóstico e tratamento 

O diagnóstico das chamadas comunicações interventriculares pode ocorrer ainda na gestação, mas nem sempre é simples. “Quando o defeito é muito pequeno, abaixo de três milímetros, o ecocardiograma fetal pode não identificar, dependendo muito da posição do bebê e das limitações naturais do exame. Nesses casos, o diagnóstico costuma ser feito após o nascimento e, felizmente, não traz risco imediato à vida do recém-nascido”, explica Keylla. Já o PCA e a comunicação interatrial são sempre diagnósticos pós-natais. “Essas estruturas existem e permanecem abertas durante toda a vida intrauterina. O esperado é que se fechem naturalmente, mas nos prematuros isso nem sempre acontece”, destaca. 

Nem toda cardiopatia congênita exige intervenção imediata. Muitas se fecham espontaneamente. Mas, quando isso não ocorre, o tratamento varia conforme a gravidade. O canal arterial patente pode ser corrigido com medicação, cateterismo ou cirurgia. “A decisão é sempre individualizada, baseada na evolução clínica de cada bebê”, afirma a cirurgiã cardiovascular pediátrica Nadja Kraychet, também do Hospital Mater Dei Salvador.

Riscos para a vida adulta

Para além das alterações estruturais no coração, os prematuros têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta. Estudos da Organização Mundial da Saúde mostram que adultos que nasceram prematuros têm mais risco de hipertensão, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. “Os maiores riscos para a saúde cardiovascular desses bebês, ao longo da vida, são a hipertensão arterial crônica e as doenças metabólicas. Por isso, eles precisam de um olhar diferenciado do pediatra desde cedo”, reforça Keylla.

Especialistas recomendam acompanhamento regular com cardiopediatra e pediatra, especialmente nos primeiros anos de vida. "Quando há avaliação precoce e personalização do tratamento, é possível evitar complicações e oferecer a esses bebês a chance de uma vida normal, com crescimento adequado e sem limitações”, ressalta Nadja. 

Tags:

Bebês Maternidade Saúde Paternidade