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O que fazer no fim de semana? Festival gratuito na Ribeira reúne mais de 20 artistas de rua

Apresentações do 19º Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia ocupam a Fábrica Cultural entre sexta (13) e domingo (15)

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 13 de março de 2026 às 05:00

Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia de 2025
Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia de 2025 Crédito: Edivalma Santana

O asfalto e o cotidiano da capital baiana ganham novos contornos a partir desta sexta-feira (13). Após passagens por São Felipe e Jequié, o 19º Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia desembarca em Salvador para o seu encerramento. Até domingo (15), a Fábrica Cultural, na Ribeira, será palco de mais de 20 artistas de rua vindos de países como Argentina, Chile, Colômbia, Guiné-Bissau e Estados Unidos, além de diversas regiões do Brasil.

Durante o fim de semana, a programação reúne música, circo, performance e vivências artísticas, criando um ambiente de troca cultural e experimentação estética. As apresentações acontecem na sexta e no sábado, das 19h às 22h, e no domingo, das 17h às 21h. A entrada é gratuita.

Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia de 2025 por Edivalma Santana

Um dos momentos mais aguardados é a apresentação da cantora Eneida Marta, referência da música da África Ocidental. Em sua primeira visita à Bahia, a artista da Guiné-Bissau destaca as conexões entre a musicalidade de seu país com o estado brasileiro.

"É uma viagem dos sonhos. Percebi que se usa muita percussão aqui na Bahia. Temos algumas semelhanças melódicas e acordes que sinto serem iguais. E isso, claro, vem da nossa ligação ancestral. Os primeiros escravizados a chegarem à Bahia foram 18 mil guineenses", explica a cantora.

No palco, ela estará acompanhada do arranjador e compositor Luciano Salvador Bahia. Para ele, a parceria foi um exercício de crescimento profissional. "É um canto em crioulo guineense. Não entendemos a língua, mas entendemos a força e a vibração. Traduzir esse ritmo para o violão brasileiro foi um desafio que me fez subir um degrau", relata Luciano, que também terá a presença do percussionista Menino Henrique.

Outro destaque da programação é o percussionista Marco Lobo, que sobe ao palco no domingo acompanhado de seu quinteto em um espetáculo que mistura jazz, maracatu, baião e samba, sintetizando a proposta do festival, que aposta na imprevisibilidade e no contato direto com o público.

Para o músico Tomás Gleiser, que apresenta suas "taças elétricas", o maior desafio da rua é também sua maior recompensa. "No teatro está tudo organizadinho, sabemos onde as pessoas sentam e o que olham. Na rua, temos que nos adaptar à imprevisibilidade. É encontrar e surpreender quem você não esperava", afirma.

Trocas culturais

Para a direção artística do evento, a escolha de começar a turnê pelo interior foi estratégica. Bernard M. Snyder, que divide a curadoria com Selma Santos e Tenille Bezerra, observa que a recepção fora da capital possui um calor singular. "Em São Felipe, as pessoas se vestiram para assistir ao evento, nos receberam de braços abertos”, pontua Snyder.

O diretor artístico também falou sobre a dificuldade em garantir que os artistas de diferentes países dialogassem bem entre si com o espaço urbano como um conjunto.

“Esse é o desafio de sempre, escolher artistas que não somente representam muitas áreas diferentes de performance, mas que poderiam interagir bem entre si mesmo, formando um grupo. Esse grupo se forma sempre quando a gente viaja para o interior no ônibus todos juntos. O interior é fantástico para o festival porque cria uma experiência de grupo entre os artistas durante as viagens, e chegamos a Salvador com essa união fortalecida", complementa.

Essa troca cultural também é celebrada por veteranos como o grupo Barlavento, que participa de todas as edições do festival. "Não estamos de saco cheio, pelo contrário. O festival é como vinho, estamos cada vez mais felizes. É uma porta aberta para o samba de roda, uma matriz que pede passagem", destaca Hamilton Reis, integrante do grupo.

Além das apresentações, o público também poderá participar de atividades do eixo formativo do festival. O festival vai contar com vivências de Grafismo Indígena com Gleice Ferreira, oficinas de reciclagem criativa com a CAMAPET e o circuito "Circo para Todos", coordenado por Alexis Ayala.