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Árbitros poderão ser rebaixados em projeto da CBF para profissionalização da arbitragem no Brasil

Novo modelo cria contratos por temporada, ranking interno e avaliações constantes para árbitros da Série A a partir de 2026.

  • Foto do(a) author(a) Pedro Carreiro
  • Pedro Carreiro

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 18:13

Expulsão de Jean Lucas no Ba-vi do 1º turno
Expulsão de Jean Lucas no Ba-vi do 1º turno do Brasileirão de 2025 Crédito: Victor Ferreira/EC Vitória

A arbitragem brasileira iniciou, oficialmente, um novo capítulo em sua história. A Confederação Brasileira de Futebol apresentou nesta terça-feira (27) o primeiro modelo de profissionalização dos árbitros criado pela entidade, um projeto inédito que passará a vigorar a partir da temporada 2026 e terá foco inicial no Campeonato Brasileiro da Série A.

Profissionalização da Arbitragem foi anunciada pelo presidente da CBF, Samir Xaud Crédito: Rafael Góes / CBF

Pela primeira vez, árbitros do quadro nacional passarão a ter contratos formais por temporada, com remuneração fixa mensal, pagamentos variáveis por partida e bônus vinculados ao desempenho. O novo formato rompe com o modelo adotado até então, em que os profissionais atuavam como freelancers, recebendo exclusivamente por jogo, sem vínculo empregatício ou rotina padronizada de trabalho.

Nesta fase inicial, que começa oficialmente em março, o programa contempla 72 profissionais, divididos entre 20 árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR). Todos atuarão prioritariamente nas 380 partidas da Série A, com possibilidade de escalas pontuais em jogos decisivos da Série B e da Copa do Brasil. Ao fim de cada temporada, o grupo passará por um sistema de avaliação que prevê promoções e rebaixamentos, garantindo renovação e meritocracia dentro do quadro.

Final de 1995 entre Santos e Botafogo contou com gols irregulares e anulação de gol legal por Divulgação/Agência Estado

A proposta da CBF é criar um ambiente mais estruturado para o desenvolvimento da arbitragem, oferecendo suporte técnico, físico e psicológico. Os árbitros terão planos individuais de treinamento, rotina semanal de atividades físicas monitoradas por tecnologia, além de acompanhamento de profissionais como preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Também estão previstas quatro avaliações anuais, que poderão influenciar diretamente nas escalas.

Outro pilar do projeto é a capacitação técnica contínua. Os profissionais participarão de imersões mensais com aulas teóricas, testes práticos, simulações de jogo e análise detalhada de lances, buscando padronizar critérios e melhorar a tomada de decisão em campo. O desempenho será analisado rodada a rodada por observadores e pela comissão de arbitragem, gerando um ranking interno que servirá como base para movimentações no quadro.

A tecnologia também terá papel central no novo modelo. A CBF prevê a implementação do impedimento semiautomático ao longo da temporada, além da introdução da chamada refcam, câmera acoplada ao árbitro que permitirá avaliar comportamentos e ajudar a coibir reações excessivas de atletas e comissões técnicas. As cabines do VAR, por sua vez, passarão por mudanças de posicionamento para reduzir pressões externas durante as partidas.

O projeto foi desenvolvido ao longo do último ano por um grupo de trabalho que contou com a participação de clubes das Séries A e B, árbitros, federações e consultores internacionais, com base em modelos adotados por ligas da Europa e da América Latina. Para o biênio 2026/2027, a CBF estima um investimento total de R$ 195 milhões no programa.

Veja a lista dos árbitros contemplados

20 Árbitros Centrais: Alex Stefano, Anderson Daronco, Braulio Machado, Bruno Arleu, Davi Lacerda, Edina Batista, Felipe Lima, Flávio Souza, Jonathan Pinheiro, Lucas Casagrande, Lucas Torezin, Matheus Candançan, Paulo Zanovelli, Rafael Klein, Ramon Abatti, Raphael Claus, Rodrigo Pereira, Savio Sampaio, Wagner Magalhães e Wilton Sampaio.

40 Assistentes: Alessandro Matos (CBF), Alex Ang (FIFA), Alex Dos Santos (CBF), Alex Tomé (CBF), Andrey Freitas (CBF), Anne Kesy (FIFA), Brigida Cirilo (FIFA), Bruno Boschilia (FIFA), Bruno Pires (FIFA), Celso Silva (CBF), Cipriano Silva (CBF), Daniela Coutinho (FIFA), Danilo Manis (FIFA), Douglas Pagung (CBF), Eduardo Cruz (CBF), Evandro Lima (CBF), Fabrini Bevilaqua (FIFA), Felipe Alan (CBF), Fernanda Kruger (FIFA), Fernanda Nandrea (FIFA), Francisco Bezerra (CBF), Gizeli Casaril (FIFA), Guilherme Camilo (FIFA), Joverton Lima (CBF), Leila Naiara (FIFA), Leone Rocha (CBF), Luanderson Lima (FIFA), Luiz Regazone (CBF), Maira Mastella (FIFA), Michael Stanislau (CBF), Nailton Junior (FIFA), Neuza Back (FIFA), Rafael Alves (FIFA), Rafael Trombeta (CBF), Rodrigo Correa (FIFA), Schumacher Gomes (CBF), Thiaggo Labes (CBF), Thiago Farinha (CBF), Tiago Diel (CBF) e Victor Imazu (FIFA).

12 do VAR: Caio Max, Charly Wendy, Daiane Muniz, Daniel Bins, Diego Lopez, Marco Fazekas, Pablo Ramon, Rodolpho Tolski, Rodrigo Dalonso, Rodrigo Guarizo, Rodrigo Sá e Wagner Reway.

Tags:

Brasileirão Serie A Campeonato Brasileiro Cbf Arbitragem