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Pedro Carreiro
Estadão
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 19:17
Os casos de racismo contra jogadores brasileiros seguem se repetindo no futebol internacional — e o mais recente envolve Vini Jr., que acusa o meia Gianluca Prestianni, do Benfica, de tê-lo chamado de “macaco” durante partida contra o Real Madrid, pelos playoffs da Champions League, no Estádio da Luz. A denúncia foi negada pelo jogador argentino e pelo clube português. >
Questionado sobre o episódio após a derrota do Flamengo para o Lanús por 1 a 0, pela Recopa Sul-Americana, Filipe Luís adotou um tom diplomático e evitou fazer uma condenação direta ao suposto ato racista. Em vez de endurecer o discurso, o treinador tratou o episódio como um “caso isolado” e fez questão de ressaltar sua boa relação com a Argentina.>
“Sobre Vinicius, sempre fui muito bem tratado aqui, eu amo a Argentina, sou muito feliz aqui, muito bem recebido, sempre de visitante, mas só tenho coisas boas para falar da Argentina. Um caso isolado desses não influencia em nada o que penso desse país que é tão lindo”, declarou em coletiva.>
Vini Jr denunciou ofensa racista de jogador argentino
A postura foi vista por parte dos torcedores brasileiros como excessivamente cautelosa, especialmente diante da gravidade da acusação — que envolve a utilização da expressão “macaco”, historicamente associada a ataques racistas no futebol. Nas redes sociais, Filipe Luís foi criticado por não ter condenado de forma mais contundente a suposta ofensa.>
Em entrevista posterior à ESPN da Argentina, o treinador manteve o cuidado nas palavras, mas indicou que, caso a acusação seja confirmada, deve haver responsabilização.>
“Bom, é um tema muito mais delicado do que pensamos, um tema que envolve muitas coisas, e para mim é simples: Prestianni tapou a boca para dizer o que tinha a dizer e não devia ter feito isso”, afirmou.>
Filipe ainda reconheceu a complexidade da situação, ressaltando que se trata da palavra de um jogador contra o outro, mas deixou claro que, se houver comprovação, é necessário punição.>
“Isso gera toda essa confusão e agora é a palavra de um contra o outro. Isso é muito delicado e a verdade é que, se errou, tem de pagar. Mas, repito, é a palavra de um contra o outro e não sou eu quem posso julgar”, concluiu.>