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Alan Pinheiro
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 15:58
O torcedor do Vitória pode preparar o bolso e a superstição. Em 2026, o Leão terá novamente um uniforme especial alusivo à Copa do Mundo. A informação foi confirmada por Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, fornecedora de material esportivo do clube, em entrevista exclusiva ao CORREIO. O empresário também detalhou o planejamento para os novos uniformes, explicou questões sobre distribuição e rebateu críticas sobre a qualidade do material.>
Seguindo o sucesso de vendas da edição de 2022, a marca aposta na força da torcida rubro-negra e no histórico do clube em revelar jogadores para o mundial para repetir a dose. Na ocasião, o modelo com as cores verde e amarelo não foi utilizado em jogos amistosos ou oficiais, sendo exclusivo para torcedores, assim como deve acontecer nesta temporada.>
Camisa do Vitória em comemoração à Copa do Mundo em 2022
Fernando Kleimmann
Sócio-diretor da Volt SportAlém da novidade sobre o mundial, a tradicional listra vertical, que voltou a cair nas graças da torcida nos últimos anos, deve ser mantida para o próximo uniforme principal. O executivo relembrou que a implementação desse padrão foi fruto de pesquisa e convencimento interno.>
"A gente sempre sugeriu a vertical. Fizemos pesquisas, enquetes informais que deram 90% de aprovação. O clube topou e foi um estouro de vendas", explicou. Sobre o próximo lançamento, ele foi direto: “Enquanto a gente estiver fazendo, vamos sempre sugerir a vertical", afirmou.>
O planejamento da Volt para 2026 enfrentou um obstáculo logístico. Com a mudança no calendário do futebol brasileiro, o Campeonato Brasileiro se iniciou já em janeiro. Segundo Kleimmann, a alteração "atrapalhou bastante", já que a produção de um enxoval leva cerca de um ano entre conceito e confecção.>
Ainda assim, a previsão de lançamentos segue a lógica tradicional da marca. Na previsão, a camisa rubro-negra é lançada no início do Campeonato Brasileiro, geralmente em abril, a segunda é anunciada no aniversário do clube, em 13 de maio, enquanto um terceiro uniforme tem seu lançamento para agosto, próximo ao dia dos pais. >
O diretor também abordou as recentes reclamações sobre falta de produtos nas lojas, citando o caso da camisa branca em 2024. Historicamente, a camisa 1 representa 80% das vendas. No entanto, a boa fase do time jogando de branco na Série A daquela temporada inverteu essa lógica, pegando o planejamento de surpresa.>
“O Vitória só jogava com camisa branca, começou a ganhar para caramba com a camisa branca, é, e aí a torcida começou a comprar para caramba camisa branca, o que que aconteceu? Faltou, óbvio que vai faltar. É, é, são coisas que acontecem fora da curva que é de futebol.”, disse. Outro fator importante na distribuição foi a mudança na gestão das lojas físicas. Desde março do ano passado, as lojas oficiais são administradas por um lojista terceiro, e não mais diretamente pela Volt, que segue operando o e-commerce e o outlet.>
Questionado sobre as críticas de parte da torcida quanto à qualidade e durabilidade dos tecidos, Kleimmann foi enfático ao defender os processos da empresa. Ele argumenta que, por ser uma marca nova e nacional, a Volt sofre com uma cobrança mais rígida do que as gigantes multinacionais, embora utilize os mesmos fornecedores. "Os insumos são os mesmos. A gente fica a 1,5 km da maior empresa de tecido da América Latina, em Joinville. Puma, Adidas, Nike, todos compram o mesmo tecido e usam os mesmos insumos que a gente", afirmou.>
Apesar da defesa, o executivo reconhece que falhas acontecem em uma produção de mais de 1 milhão de peças por ano e garante que a empresa investe continuamente em controle de qualidade. "Não é perfeito, não é nota 10. Existem momentos de gap que é normal, mas a gente trabalha para evoluir", disse.>