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Relembre como foi a última final única disputada entre Bahia e Vitória

Tricolor se sagrou campeão do estadual após superar o Leão de virada

  • Foto do(a) author(a) Alan Pinheiro
  • Alan Pinheiro

Publicado em 6 de março de 2026 às 06:00

Gol de Osni em Bahia 2 x 1 Vitória, pela final do Campeonato Baiano de 1981
Gol de Osni em Bahia 2 x 1 Vitória, pela final do Campeonato Baiano de 1981 Crédito: Sonia/ Arquivo Correio

Há quem prefira as finais com ida e volta e há aqueles que gostam da emoção de decidir quem será o campeão de uma competição em apenas 90 minutos. Independente da opinião, o vencedor do Campeonato Baiano de 2026 vai ficar entre Bahia e Vitória, em um clássico que não decide o torneio em uma final única há 45 anos, quando o tricolor saiu do campo da Fonte Nova com a taça na mão e o sorriso de campeão.

Em 1981, o regulamento do Baianão tinha duas etapas para cada um de seus dois turnos, com grupos e triangulares que, no final, decidiram o campeão e o vice-campeão de cada um dos turnos. Ao final, os quatro times com mais pontos se enfrentavam para ver qual seria o confronto da final única.

Bahia venceu o Vitória por 2x1 em 1989 por Margarida Neide/Arquivo CORREIO

Após o Bahia empatar em 2x2 com a Catuense, garantiu sua vaga na decisão. O Vitória perdeu por 2x1 para o Leônico, que empatou em pontos com o rubro-negro e forçou um segundo jogo. Nessa época, as vitórias valiam apenas dois pontos. O Leão da Barra, então, garantiu o Ba-Vi ao vencer o segundo confronto por 1x0.

Com passagens marcantes por Vitória e Bahia, o ex-atacante Osni lembrou daquela final e destacou como a partida foi decidida nos mínimos detalhes. “Foi um jogo difícil. Lembro que, no início da partida, Xaxá, ele era cabeça quente, deu-lhe uma pancada em Gilson e ficamos preocupados. O Vitória era um grande time, mas nos sobressaímos”, disse.

No primeiro tempo daquele duelo, César recebeu o cruzamento rasteiro da direita e tocou na saída de Renato para abrir o placar. Na volta do intervalo, foi o momento de Osni aproveitar o rebote dado por Ivan e marcar. “Eu já vinha na corrida e botei para dentro”, lembrou o ex-jogador. Um minuto depois, Gilson Gênio recebeu grande passe de Dadá Maravilha e virou o jogo para o Esquadrão.

Nonato marcou 10 gols  por Divulgação

O clima, que já era de tensão e nervosismo, ficou ainda pior com uma discussão acalorada entre César e Xaxá – que foi expulso aos 17 minutos. “Os jogadores do Bahia, principalmente depois do segundo gol, partiram para gozar os adversários, com algumas respostas impublicáveis. Osni, por exemplo, gritou para o banco: ‘eles estão desesperados. Agora é que dá pra brincar’”, relata a edição do dia 30 de novembro de 1981 do CORREIO.

Com mais de 87 mil torcedores presentes na Fonte Nova, segundo consta nos números oficiais, o apito final contou com uma invasão da torcida para comemorar a virada e o título. “Pelo menos seis torcedores foram atendidos por comoção depois da marcação do segundo gol do Bahia. Outros também foram atendidos por estarem feridos por garrafadas, queimados por fogos de artifício e alguns acidentes de menor gravidade”, contou o jornal na época.

Román Gómez deve ser titular e estrear no clássico baiano por Divulgação

Retrospecto

Bahia e Vitória decidiram competições oficiais em jogo único em apenas nove oportunidades. Dentro desse recorte, o Esquadrão de Aço tem um retrospecto positivo, já que saiu com o título oito vezes. No Campeonato Baiano de 1975, apesar de empatar sem gols, foi o vencedor da competição pela vantagem do empate.

O Leão vai para o confronto deste sábado com um tabu para ser quebrado, já que nunca venceu o Bahia em finais únicas. No único título que conseguiu, no torneio início de 1942, também empatou sem gols com os tricolores. Os rubro-negros levaram a competição pelo número de escanteios. Neste ano, um empate levaria a decisão para a disputa de pênaltis. O levantamento foi feito pelo perfil "ECBahia números".

Convidados da Federação Baiana de Futebol (FBF), Osni e Hugo (ex-jogador do Vitória) entrarão em campo com a taça da competição. Honrado pelo convite, Osni acredita que a decisão deste sábado (7) não tem favoritismo.

“O Bahia tem aquele jogo mais cadenciado, de toque de bola, só que o que leva vantagem em decisão é a raça. E o Vitória tem muita. Podem explorar os contra-ataques deixados pelo Bahia. Se o time de Rogério conseguir fazer o seu jogo, leva vantagem, mas não pode deixar espaço”, analisou.

Osni foi um dos jogadores do Bahia que passaram mal após o apito final em 1981 pela emoção da conquista. Ele e Gilson foram atendidos pelo departamento médico dentro do vestiário. O caminho até lá, inclusive, foi mais um desafio. “Não foi fácil os soldados resguardarem a passagem [dos jogadores] para o vestiário e no empurra-empurra até cronistas esportivos receberam algumas ‘bordoadas’”, escreveu o CORREIO.