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Amarrada e executada com 14 tiros: morte de mulher trans seria recado do tráfico

Polícia investiga se assassinato de Paulinha do Paraguaçu, em Santo Estêvão, está ligado a traficantes de Rafael Jambeiro

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 29 de dezembro de 2025 às 14:00

Mulher trans é encontrada morta com a boca e as mãos amarradas na Bahia
Mulher trans é encontrada morta com a boca e as mãos amarradas na Bahia Crédito: Reprodução

A execução brutal de uma mulher trans de 51 anos, conhecida como Paulinha do Paraguaçu, no município de Santo Estêvão, pode ter sido um “recado” de traficantes da cidade vizinha de Rafael Jambeiro, onde a vítima morava. Paulinha foi encontrada no último dia 21 com a boca e as mãos amarradas e atingida por vários tiros.

“A nossa investigação aponta para o tráfico de drogas, pois a prostituição era uma das atividades da vítima. Ela também traficava, isso era de conhecimento em Rafael Jambeiro, e já foi presa em 2014 e 2017 por esse crime. A morte dela, com tanta crueldade, é o que chamamos de um ‘homicídio caro’, pois quem fez quis passar um recado. Além de amarrada, ela levou 14 tiros de pistola ponto 40”, afirmou o delegado Lázaro Leonardo, titular da Delegacia Territorial de Santo Estêvão.

Mulher trans é encontrada morta com a boca e as mãos amarradas na Bahia por Reprodução

Outro elemento que reforça a possível ligação do crime com o tráfico é a “desova” recente de outro corpo na mesma região. “No dia 1º, localizamos, no mesmo local onde ela foi deixada, o corpo de um homem, morador de Rafael Jambeiro, também com as mãos e a boca amarradas e atingido por 18 tiros de pistola ponto 40. Ele estava sem documentos”, declarou o delegado.

Apesar dos indícios, a autoria dos crimes ainda é desconhecida. “Estamos no início da investigação e enfrentamos dificuldades para colher depoimentos, porque as pessoas não querem comparecer à delegacia. Buscamos informações para verificar se ela fazia parte de algum grupo criminoso”, concluiu Lázaro Leonardo.