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Nauan Sacramento
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 15:20
A morte de Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, confirmada na noite desta sexta-feira (2), gerou forte comoção e alerta no interior da Bahia. Ele foi a primeira vítima fatal de intoxicação por metanol que ocorreu na cidade de Ribeira do Pombal e deixou outras seis pessoas hospitalizadas após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. >
Vinícius era morador do município e, segundo investigações preliminares, não participava da festa de noivado onde a maioria das outras vítimas foi contaminada. No entanto, ele teria adquirido uma garrafa de vodca no mesmo depósito de bebidas utilizado pelos organizadores do evento. O homem começou a passar mal ainda no dia anterior à celebração, apresentando sintomas severos como visão turva, taquicardia e um forte gosto amargo na boca.>
Morre uma das vítimas intoxicadas por metanol no interior da Bahia; quatro seguem internadas
Devido à gravidade do quadro, Vinícius foi inicialmente atendido no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, mas precisou ser transferido para o Instituto Couto Maia, em Salvador, referência em doenças infectocontagiosas e toxicologia. Ele permaneceu internado por cerca de uma semana, mas não resistiu às complicações sistêmicas causadas pelo metanol, uma substância altamente tóxica comumente encontrada em combustíveis e solventes.>
A Polícia Civil da Bahia confirmou, por meio de laudos periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a presença de metanol tanto no sangue dos pacientes quanto em garrafas de bebidas apreendidas. O estabelecimento responsável pela venda foi interditado pela Vigilância Sanitária. >
Em resposta à tragédia, a Prefeitura de Ribeira do Pombal publicou um decreto emergencial proibindo a comercialização e o consumo de qualquer bebida alcoólica destilada no município até o dia 5 de janeiro, como medida de precaução para evitar novos casos.>
De acordo com informações apuradas pela TV Bahia, ele era dono de uma loja de celulares, em Ribeira do Pombal, solteiro e não tinha filhos. >
Ainda em entrevista ao canal, o subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa, detalhou que a investigação técnica identificou a origem do produto como o único ponto de convergência entre os sete pacientes. Segundo o gestor, o rastreamento foi essencial para confirmar que a contaminação não estava restrita a um único evento social, mas sim ao fornecedor da bebida.>
"O que havia em comum em relação às duas histórias: a do indivíduo que fez consumo isolado e o grupo que estava nessa festividade, é que ambos consumiram a mesma bebida - um determinado tipo de vodka - vendida pelo mesmo distribuidor. Esse foi um elo de ligação entre as duas situações", detalhou. >