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Explosão no Stiep: Codesal descarta demolição total e diz que prédio pode ser recuperado

Estrutura do edifício mais atingido teve andares comprometidos e terá partes removidas

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 1 de março de 2026 às 15:56

Codesal faz vistoria em prédios afetados por explosão no Stiep
Codesal faz vistoria em prédios afetados por explosão no Stiep Crédito: Arisson Marinho/CORREIO

Embora o cenário seja de destruição, nem tudo está perdido. Pelo menos é o que garante a Defesa Civil de Salvador (Codesal) em relação ao edifício 105 A, o mais afetado pela explosão desta sexta-feira (27), após um suposto vazamento de gás no bairro do Stiep. Após avaliação técnica realizada na manhã deste domingo (1º), foi constatado que a estrutura pode ser recuperada, afastando, a princípio, a possibilidade de demolição total do prédio. Outra boa notícia é que famílias de dois blocos poderão retornar aos apartamentos até esta segunda-feira (3).

Segundo o engenheiro da Codesal, Antônio Figueiredo, o lado direito do 105 A teve o segundo e o terceiro andares comprometidos e precisará passar por demolição parcial, mas a estrutura geral pode ser preservada. “O lado direito tem comprometimento do segundo e do terceiro andares e essas partes terão que ser demolidas, mas toda a estrutura do prédio pode ser recuperada. Claro que a definição final ocorrerá após um laudo técnico mais detalhado, mas, no nosso entendimento, somente as áreas diretamente afetadas pela explosão apresentam risco. Há pilares e vigas em balanço, paredes esponjadas e estruturas suportando grande carga, situações que exigem intervenção”, declarou Figueiredo, que acessou o edifício pela primeira vez neste domingo após o incidente.

Codesal faz vistoria em prédios afetados por explosão no Stiep por Arisson Marinho/CORREIO

Apesar disso, o engenheiro afirmou que uma demolição total ainda não está completamente descartada. “Serão avaliadas várias questões, como o que é mais seguro, se é possível recuperar sem deixar fragilidades, considerando que é uma construção antiga, e também o custo: se é mais viável reparar ou reconstruir. Tudo isso será levado em conta, mas, neste momento, a tendência é de demolição parcial”, explicou.

A vistoria não foi realizada no sábado (28) devido à grande concentração de fumaça no local, o que também impediu o trabalho do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ambos os órgãos retornarão nesta segunda-feira (3): a Codesal para nova avaliação e os peritos para identificar a causa da explosão e do incêndio.

Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Sedur) também estiveram no local neste domingo. “Estamos retirando vigas que perderam a função estrutural para evitar sobrecarga nas lajes inferiores e reduzir o risco de colapso”, explicou o engenheiro da Sedur, Celso Jorge Carvalho. A coleta dos escombros ficou sob responsabilidade da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb).

De volta pra casa 

O incidente aconteceu por volta das 10h de sexta-feira, no prédio localizado na Rua Tibúrcio de Castro, no Conjunto Vale dos Rios. Cada bloco foi construído para abrigar 16 famílias. Com a força da explosão, parte da estrutura do lado direito do edifício 105 A cedeu, espalhando uma densa fumaça pela região. Ao menos 16 pessoas ficaram feridas, segundo a Codesal.

“Eu só escutei a explosão e saí correndo. Estava dormindo e saí de cueca. Depois voltei para pegar o celular e, quando saí novamente, o apartamento do segundo andar já estava em chamas”, contou o funcionário público Antônio Carlos, de 49 anos, morador do prédio. Segundo ele, muitos vizinhos estão abrigados em casas de amigos e familiares.

A explosão também atingiu prédios vizinhos, que tiveram janelas e portões destruídos. Ao menos três foram interditados ainda na sexta-feira, entre eles o edifício 106 D. Neste domingo, após as primeiras perícias e o restabelecimento da energia elétrica, alguns moradores receberam autorização para retornar. “Garantiram que hoje poderemos dormir em nossas casas, porque estão construindo um túnel de proteção para acesso seguro às unidades”, afirmou o funcionário público Jonathas Rios, de 43 anos.

A Sedur iniciou a construção de um corredor de isolamento com madeira e alumínio na base das torres 106 D e 106 C, com o objetivo de proteger moradores e apartamentos térreos em caso de queda de entulhos.

Já o edifício 105 B, localizado em frente ao prédio onde ocorreu a explosão, ainda não tem previsão de liberação, apesar de ter sofrido apenas danos externos. “Existe o risco de o prédio atingido desabar sobre o nosso”, afirmou a estudante Katarina Oliveira, de 26 anos. Segundo ela, os moradores tiveram que sair às pressas. “Saímos apenas com a roupa do corpo. Só no prédio há seis crianças, algumas estavam apenas de fralda”, relatou.

Diante da situação, a estudante criou uma campanha para arrecadar doações às famílias afetadas. O ponto de coleta funciona na sede da Associação dos Moradores Vale dos Lagos.

DOAÇÕES

O que doar:

itens de higiene pessoal, roupas para crianças e adultos, sapatos e sandálias, cesta básica, leite, fraldas e transferência Pix 73 9 9197-0675.

Ponto de Coleta:

Associação dos Moradores Vale dos Lagos. Endereço: Rua Arthur Fraga, s/n, Praça Vale dos Rios. Conjunto Vale dos Rios. Ponto de referência: ao lado da Clínica Pina. Horário: das 9h às 17h

Contato:

Karina 73 9 9197-0675

Léo 71 99692-3733