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Nauan Sacramento
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 10:07
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um alerta ao governo do Irã na noite deste domingo (4), afirmando que o país poderá enfrentar um ataque militar caso as forças de segurança locais intensifiquem a repressão contra os manifestantes. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, no momento em que os protestos contra a crise econômica no Irã entram em sua segunda semana. >
"Estamos acompanhando a situação muito de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão atingidos com muita força pelos Estados Unidos", declarou Trump aos jornalistas. O posicionamento ocorre após relatos de organizações de direitos humanos indicarem que o número de mortos em confrontos entre civis e a polícia já varia entre 20 e 30 pessoas.>
As manifestações, consideradas as mais significativas desde 2022, foram desencadeadas pelo colapso da moeda nacional (rial) e por uma inflação que ultrapassa os 40%, dificultando o acesso da população a itens básicos e alimentos. O isolamento econômico do país se agravou desde o restabelecimento de sanções da ONU em setembro de 2025, além de tensões militares remanescentes de ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas ocorridos no ano passado.>
O governo iraniano reagiu prontamente às falas de Washington. Ali Shamkhani, conselheiro do regime, classificou a segurança nacional como uma "linha vermelha" e afirmou que qualquer tentativa de intervenção externa será respondida com severidade. Teerã acusa potências estrangeiras de fomentarem a desestabilização interna para fins políticos.>
A retórica agressiva de Trump ocorre em um cenário de alta tensão na região. Analistas apontam que a recente operação americana na Venezuela para capturar Nicolás Maduro, um aliado estratégico de Teerã, reforçou a postura da atual administração dos EUA em relação a governos adversários.>
Até o momento, o Pentágono não confirmou movimentações de tropas adicionais, mas fontes do governo indicam que as capacidades de vigilância na região do Golfo Pérsico foram ampliadas nas últimas 24 horas.>