Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Dicas de verão: Saiba como evitar a intoxicação alimentar na praia

Especialista explica os riscos de contaminação e as opções mais perigosas

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 06:00

Comidas oferecidas na praia do porto do Barra Crédito: Nauan Sacramento

Com a chegada das altas temperaturas nesse verão, o aumento do consumo de alimentos e bebidas em ambientes de praia acende o alerta para os riscos de intoxicação alimentar e desidratação. Especialistas advertem que o calor excessivo acelera a proliferação de bactérias e deterioração de alimentos, tornando o cuidado com a escolha do que se consome fundamental para evitar que o dia de sol seja estragado por um mal-estar.

Segundo a nutricionista Lidiane Oliveira, o principal perigo reside em alimentos de procedência desconhecida ou manipulados fora das normas básicas de higiene. "Devemos evitar alimentos mal embalados ou acondicionados pelo risco de contaminação", explica.

O consumo de água é essencial para prevenir a desidratação por

A especialista alerta que o consumo de pratos pesados, ricos em gorduras, condimentos, sal ou açúcar pode desencadear distúrbios digestivos e acelerar a desidratação em dias de calor intenso. A atenção deve se estender inclusive às frutas: “As frutas ácidas devem ser consumidas com muito cuidado, pois podem causar queimaduras e manchas na pele”, adverte.

Além disso, a nutricionista pontua que o abuso de bebidas pode desidratar o organismo e provocar sobrecarga hepática segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O CORREIO foi até a praia do Porto da Barra para falar com banhistas e barraqueiros sobre os cuidados com a alimentação vendida e consumida na praia.

“A gente é movido a querer um queijinho, uma cerveja, às vezes a gente tenta evitar algo mais gorduroso, mas já são coisas de costume. Eu acredito que é mais uma coisa de pré-disposição mesmo. Quem tem saúde plena pode comer qualquer coisa na praia que, para mim, não tem problema” , opina Honório Ângelo, 70, turista de Goiás que visita à praia do Porto há 40 anos.

Do outro lado da moeda, Millena Nascimento, 29, é vendedora de queijo coalho, produto tradicional nas areias das praias e garante que está atenta à segurança: “Eu pego ele refrigerado de um vendedor aqui na Barra diariamente”.

A vendedora explica, ainda, que o cuidado também" é uma questão de logística: “Eu pego a quantidade de queijos do dia, assim eu não preciso levar para casa e *evito uma contaminação ou estragar o queijo”.

Intoxicação alimentar

De janeiro até agosto do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde, foram registrados cerca de 64 mil atendimentos hospitalares por intoxicação alimentar em todo o país, um volume superior ao observado no mesmo período do ano anterior, 2024. Embora as residências ainda sejam o local de ocorrência de 45% dos casos, o consumo em ambientes públicos e praias apresenta maior gravidade pela dificuldade de rastreio da procedência.

De volta as praias, o tradicional acarajé é um dos pratos mais elaborados servidos nas areias. Cesar Jetã, 20, que trabalha a cerca de dois anos na praia do Porto, explica como é o processo para trazer o alimento para o local: “A massa já vem congelada, a gente sabe que o descongelamento pode fazer ela ficar ruim ou porosa, então no tempo de transporte ela já fica na temperatura para uso. O armazenamento é feito de maneira devida”.

Ainda assim, alguns banhistas ficam em alerta para o que compram. “Confesso que olho, eu gosto muito do caldo de praia, mas até hoje não teve um que bati o olho, pelo asseio, e disse: ‘da para comer’. Mas acho que a confiança depende muito do produto também”, confessa Victor Ribeiro, 34, turista de Minas Gerais em sua quarta visita à capital baiana.

A suspeita existe, mas nesses casos a nutricionista dá algumas dicas importantes: "As altas temperaturas na praia podem favorecer às contaminações e todo cuidado é bom. Na dúvida, as melhores opções são os alimentos industrializados, embalados, dentro da validade e bem armazenados. Frutas também são uma ótima opção, já que unem a leveza para combater a onda de calor e a segurança alimentar na praia", orienta.

Tags:

Comida Calor Intoxicação