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Ex-CEO de Lacoste, Pandora e Tiffany, Rachel Maia defende impacto social como estratégia e não discurso

Empresária vem a Salvador nesta sexta-feira (9) para participar do evento “Ativando 2026: Empreendedorismo Local e Impacto Global”

  • Foto do(a) author(a) Monique Lobo
  • Monique Lobo

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 20:48

Rachel Maia
Rachel Maia participa de evento na capital baiana, nesta sexta (9) Crédito: Divulgação

Depois de ocupar a cadeira número um na diretoria de empresas como Lacoste, Pandora e Tiffany & Co. - o sonho de qualquer líder de negócios-, a paulista Rachel Maia encontrou uma vulnerabilidade no caminho e mudou a rota: colocou o impacto social e ambiental no centro do posicionamento empresarial. "Eu entendi que estratégia sem impacto virou risco: risco reputacional, risco de cadeia, risco regulatório e, principalmente, risco de desconexão com a sociedade", revela.

Dessa inquietação nasceu a RM Cia 360, empresa que tem o impacto social e ambiental como norte e não como um acessório, e o ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) como estratégia e não como marketing. Nesta sexta-feira (9), Rachel vai estar em Salvador para conduzir do evento “Ativando 2026: Empreendedorismo Local e Impacto Global”, que acontece a partir das 16h, na sede da Fábrica Cultural, no bairro da Ribeira.

Referência no setor de negócios brasileiro, Rachel é fundadora e CEO da RM Cia 360, empresa focada em Impacto Social e Ambiental, e da RM International, Trading COMEX, assessoria de investimentos por DIvulgação

O encontro vai reunir parceiros estratégicos e empreendedores criativos baianos que integram a Rede Iaô. Além disso, o projeto marca o lançamento das ações da instituição para 2026, onde Rachel também é conselheira.

Razão de ser

A empresária entendeu muito cedo que é possível construir um modelo onde lucro e propósito andem juntos. "Eu quis atuar onde consigo alavancar mais governança, cultura organizacional, gestão de riscos e estratégia de longo prazo", diz.

É assim em sua atuação com a Habita Reurb, uma incorporadora baiana que gera impacto social no setor da habitação. A empresa é encabeçada pela CEO Helen Moraes, uma mulher preta que tem como propósito a garantia de dignidade humana habitacional com sustentabilidade. "Hoje, a empresa atua em municípios baianos levando regularização fundiária urbana ou rural, com melhoria habitacional sustentável, quando há necessidade, indo para além da entrega do documento e trazendo infraestrutura , saneamento e dignidade humana, gerando impacto social", explica Rachel.

Segundo Rachel, a proximidade com o terceiro setor deu a ela o que o mundo corporativo não conseguia: o contato direto com a consequência da atuação da organização. "Eu olho para o ESG pela lente do que é material para o negócio e sociedade, mas também para o efeito concreto na vida das pessoas", conta.

Essa preocupação também a levou a fundar o Instituto Capacita-me, dedicado à educação e empregabilidade para pessoas em situação de vulnerabilidade. "As transformações que mais me marcam não são apenas números, são mudanças de rota. O que mais me toca é ver pessoas, que antes estavam invisíveis para o mercado, passarem a ter linguagem, confiança e repertório", fala.

Representatividade

Quando o assunto é invisibilidade, Rachel fala com conhecimento de causa. Mulher e negra, ela cresceu profissionalmente em um ambiente onde o seu perfil sempre foi raro especialmente em cargos de liderança. "O que mudou ao longo da minha carreira foi a visibilidade do tema e a coragem de mais pessoas em nomear o que antes era varrido para debaixo do tapete", dispara.

A transformação, no entanto, ainda precisa avançar: "O que precisa mudar com urgência ainda é estrutural: porta de entrada e teto de vidro, não basta contratar, tem que promover; um ambiente seguro em que cultura, compliance [práticas e procedimentos da empresa que garantem conformidade com as leis] e liderança impeçam o assédio sutil e o isolamento; métrica e consequência, porque diversidade sem meta e sem cobrança vira peça de comunicação; e patrocínio real, não mentoria genérica, é alguém que coloca nome e capital político", avalia.

Para Rachel, a representatividade "não é símbolo, é capacidade de decisão". Somente quando as lideranças representam essa diversidade é que as empresas começam a se beneficiar desse olhar incomum o setor. "Isso aumenta a qualidade do debate, reduz pontos cegos, melhora leitura de mercado e fortalece inovação, porque inovação nasce de repertório e tensão criativa inteligente. A diversidade também tem um efeito cultural, ela redefine oque é possível para quem está olhando de fora. Isso muda a régua, a aspiração e a coragem", pondera.

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Negócios Rachel Maia Ceo