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Com praias lotadas, Salvador tem alta de afogamentos; saiba como prevenir e agir em emergências

Especialistas orientam sobre locais seguros para banho e cuidados básicos no mar

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 05:30

Praia de Jaguaribe
Praia de Jaguaribe é uma das mais perigosas de Salvador, diz  coordenador da Salvamar Crédito: Reprodução

Em Salvador, como uma boa cidade litorânea, verão é sinônimo de praia. O mar se enche de turistas e soteropolitanos que querem aproveitar os dias e fugir do calor, mas é preciso ter atenção a um risco característico desta época do ano: os afogamentos.

Só nos primeiros 13 dias do ano, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) registrou 81 afogamentos em Salvador, o que corresponde a um aumento de 138.2% em relação a todo o mês de janeiro de 2025 – quando houve 34 ocorrências.

Praia de Itapuã por Amanda Oliveira

Para evitar esses incidentes, existe uma série de pontos de atenção indicados por especialistas. As recomendações do Corpo de Bombeiros da Bahia (CBM-BA) e da Salvamar vão da escolha de lugares guarnecidos com agentes salva-vidas à utilização de coletes apropriados em vez de boias, que costumam apresentar uma falsa sensação de segurança.

“Água acima do umbigo é, de fato, sinal de perigo. As pessoas devem tomar banho numa profundidade que seja realmente segura, ficar sempre atentas a sinalizações de perigo e se atentar com idosos e crianças, pois esses podem acabar se perdendo ou se machucando em pedras”, afirma Kailani Dantas, coordenador da Salvamar. Em relação às crianças, a orientação dos especialistas é que fiquem, no máximo, um braço de distância do adulto responsável, seja nas praias, em rios ou piscinas.

Para o CBM-BA, as medidas educativas são cruciais. Através do projeto Anjinhos da Praia, por exemplo, crianças a partir de sete anos aprendem de forma lúdica a prevenir acidentes no meio aquático.

“Dentro desse projeto, há um banho assistido e as crianças são orientadas, ao chegar em lugares de água, a observar tudo o que está em volta. Essa parte educativa é muito importante para nossa atividade, até porque um determinado comportamento em descuido pode criar essa condição de afogamento”, diz o tenente Emerson Patrício.

Outras dicas do Corpo de Bombeiros para prevenção individual são sempre solicitar orientação dos guarda-vidas sobre os locais seguros para banho de mar, não nadar em pontos onde houver bandeira vermelha e nunca entrar no mar sob efeito de álcool.

Além disso, segundo a tenente-coronel Patrícia Torreão, do Batalhão Marítimo do Corpo de Bombeiros Militares (13°BBM), entender o comportamento do mar para se precaver também é essencial. “Aprenda a identificar uma corrente de retorno: coloração da água diferente, ausência de quebra de ondas nesse trecho e fluxo de água em direção ao mar”, diz.

Ao avistar uma situação de afogamento, é essencial agir com cautela. O profissional de educação física Bruno Machado, fundador do curso Alfabeto do Mar, enumera algumas das orientações para casos assim:

1. Analise a situação: identifique onde está a pessoa e suas condições. Antes de agir impulsivamente, avalie se há riscos para você no resgate, pois mais uma vítima cria uma situação ainda mais grave;

2. Peça ajuda: acione imediatamente os serviços de emergência (disque 193 para acionar o Corpo de Bombeiros) ou busque o salva-vidas mais próximo. Quanto mais cedo, maior a chance de sucesso.

3. Não entre no mar sem treinamento: o afogado, em pânico, pode se agarrar ao socorrista, colocando ambos em risco. Se você não for treinado, priorize métodos de ajuda indireta:

- Use objetos flutuantes: jogue boias, pranchas ou até um galho para que a pessoa possa se apoiar.

- Estenda algo longo: um remo, corda e até uma camiseta amarrada podem ser usados para puxar a vítima sem expor você ao perigo.

4. Sinalize para a vítima para tentar acalmá-la. Se possível, grite para a pessoa: “fique calmo(a), estou ajudando!”. Isso pode ajudar a reduzir o pânico até o socorro chegar.

Para resistir melhor caso você seja a vítima do afogamento, também há instruções importantes. “Existe uma regra de fazer um nado lateralizado, de forma perpendicular, para que a pessoa não se canse tão rápido. Porque, quando o assunto é o mar, sempre tem correntes fortes. Se eu tentar voltar pelo mesmo sentido, vai haver um desgaste, que pode gerar algum tipo de estafa e a pessoa vai começar a fadigar. Mas, o ideal é evitar entrar ao perceber que a corrente está mais forte. Prevenir é o melhor a se fazer”, indica o tenente Emerson Patrício.