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Interdição de píer em Morro de São Paulo trava turismo e causa prejuízos de até R$ 25 mil a profissionais da ilha

Comerciantes e guias denunciam desorganização em obra do Governo do Estado

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 11 de março de 2026 às 19:25

Pier está interditado desde sexta-feira (6) Crédito: Redes Sociais/Divulgação

interdição parcial do píer de Morro de São Paulo, principal porta de entrada de um dos destinos mais visitados da Bahia, está gerando prejuízos econômicos e de logística na ilha. Moradores e comerciantes denunciam que a reforma do equipamento, iniciada na última semana (6), tem causado problemas no desembarque de turistas e mercadorias, resultando em perdas financeiras que superam os R$25 mil para profissionais autônomos.

O guia turístico e influenciador Anderson Santos, conhecido como "Gavião Tur", denuncia o que considera uma desorganização no local. De acordo com o morador, a interdição eliminou suportes específicos para diferentes tipos de embarcações, forçando o uso de um único ponto de atracação. “Todos agora precisam parar num lugar só; é como se fosse um estacionamento único para carros, motos e caminhões sem ordenamento”, explica. Ele aponta que problemas como a falta de cobertura e a circulação reduzida já afastavam turistas antes mesmo antes do bloqueio de partes do píer.

Os efeitos da obra são sentidos diretamente no comércio local. O vendedor de polpas e parceiro de redes hoteleiras, Gabriel Brito Santana, 22 anos, relata que a baixa procura nas últimas semanas já resultou na perda de 320 kg de material. Santana estima, ainda, um prejuízo de aproximadamente R$10 mil para o seu negócio devido à queda no fluxo de visitantes.

O fotógrafo e filmmaker Jonatas Barbosa, 27 anos, reforça o cenário negativo e afirma que deixou de faturar cerca de R$25 mil nesta temporada. Segundo ele, a experiência ruim na chegada afasta o visitante. “A ilha vive de turismo. Se a entrada está assim, quem vai querer visitar?”, questiona.

A Prefeitura de Cairu informou em nota que "não possui gestão ou responsabilidade direta sobre o atracadouro, atribuição do Governo do Estado da Bahia. Ainda assim, o município acompanha a situação e colabora institucionalmente para minimizar impactos à mobilidade de moradores, trabalhadores e visitantes".

Por outro lado, a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) justificou que as etapas avançam de forma reduzida justamente para evitar a interdição total do equipamento e garantir a segurança dos usuários, o que exigiu um replanejamento do cronograma original. "A obra de recuperação estrutural do Atracadouro de Morro de São Paulo está em andamento e tem previsão de conclusão no mês de maio. Pela característica do equipamento, de forte apelo turístico, as etapas estão sendo executadas com avanços reduzidos, com o objetivo de minimizar o impacto aos usuários do sistema".

Tags:

Comércio Prejuízo Interdição Morro de são Paulo