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Pelo menos 30 espécies de tubarões habitam o litoral baiano; entenda os riscos

Especialista revela os motivos que causam aproximações com as praias; veja as recomendações de segurança

  • Foto do(a) author(a) Nauan Sacramento
  • Nauan Sacramento

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 06:00

O caso do adolescente que morreu, na última quinta-feira (29), após ser atacado por um tubarão na Praia de Del Chifre, em Olinda, Pernambuco, chama a atenção para o perigo que pode estar nas águas do mar. Recentemente, tubarões foram avistados na Baía de Camamu, na região Sul do estado, além de cidades como Ilhéus e até em Salvador. Mas, será que esses animais podem causar algum risco aos banhistas do litoral baiano?

A Bahia possui a maior extensão litorânea do Brasil, sendo o habitat natural de diversas espécies marinhas, incluindo os tubarões. Embora encontros com banhistas e surfistas não sejam frequentes como em estados vizinhos, a proximidade desses animais exige conhecimento sobre o ecossistema local e protocolos de segurança para evitar incidentes.

O diretor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (Ibio-Ufba), Francisco Kelmo, explica que o avistamento desses animais em áreas de maior contato humano geralmente ocorre por motivos externos ou acidentais, já que a maioria vive em mar aberto. Os principais motivos para a aproximação da costa são velhice, doenças ou desorientação. “A população pode ficar tranquila com seu banho de mar; eles não vêm para a praia propositalmente, são animais de profundidade”, afirma.

O pesquisador revela que existem entre 25 e 30 espécies de tubarão que circundam o litoral baiano, mas a mais comum nas águas da região é a cação-frango. Kelmo ressalta que o período típico desses encontros é durante o verão, tanto pela maior presença de banhistas nas praias quanto pela época de acasalamento dos animais, fator que os deixa mais expostos.

A cação-frango é uma das menores espécies de tubarão encontradas no Brasil, raramente ultrapassando um metro de comprimento. Possui corpo esguio, focinho longo e coloração acinzentada no dorso. Além dele, podem ser encontrados no litoral baiano o tubarão-lixa e o tubarão-limão, em regiões mais rasas (até 100 metros de profundidade). Já em águas profundas, há registros de tubarão-tigre, cabeça-chata e tubarão-martelo. Um visitante recente foi o tubarão-mako, avistado no litoral de Ilhéus há poucos dias.

Tubarão-mako por Reprodução

Segundo Francisco Kelmo, bastam alguns cuidados para manter a segurança em caso de aproximação de um desses animais. “Se você estiver em uma embarcação e um tubarão se aproximar, é fundamental manter a calma. Se for uma embarcação de pesca, o recomendável é recolher todo rastro de vísceras ou sangue, que atraem o animal. Não se deve interagir com ele, muito menos ligar o motor abruptamente, pois o susto pode gerar uma reação agressiva. O correto é afastar-se lentamente”, diz.

Segundo o pesquisador, os ataques ocorrem, em sua maioria, com pessoas que nadam além da linha dos recifes. No Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) é responsável pelo monitoramento e proteção dessas espécies, combatendo a pesca ilegal e o comércio de barbatanas. Órgãos como a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) classificam a Baía de Todos-os-Santos como uma Área Importante para Tubarões e Raias, demandando atenção constante das instituições de preservação.

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Bahia Ataque Tubarão