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Filho de síndico que matou corretora é solto pela polícia

Maicon Douglas de Oliveira havia sido preso suspeito de ajudar o pai a ocultar provas

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 07:57

Cléber Rosa de Oliveira
Cléber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas de Oliveira Crédito: Reprodução

Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que assassinou a corretora Daiane Alves Souza, foi liberado nesta quinta-feira (19). Ele estava detido sob suspeita de colaborar com o pai na ocultação de provas, mas a Polícia Civil concluiu que o jovem não teve envolvimento no crime.

A defesa de Maicon comemorou a decisão. “A soltura ocorreu após a apresentação de provas documentais e testemunhais que demonstraram, de forma incontestável, que ele não participou dos fatos apurados”, afirmou a equipe de advogados. O pedido de liberdade foi deferido pela autoridade policial responsável pelo inquérito.

Policiais durante buscas pelo corpo da corretora Daiane Alves por Divulgação/Polícia Civil

Maicon havia sido preso em 28 de janeiro, depois que surgiram suspeitas de que ele teria ajudado o pai a comprar um novo celular e registrado o aparelho em nome de Cléber. Durante os depoimentos, o próprio Cléber isentou o filho de qualquer participação no assassinato. Com a apuração das evidências, a polícia concluiu que o crime foi planejado e executado exclusivamente pelo síndico.

A defesa já havia sustentado que Maicon não teve qualquer envolvimento direto ou indireto com o homicídio, e que a confissão do pai deixa claro que ele foi o único responsável pelo ataque. “Agora aguardamos que a prisão seja revertida de forma definitiva”, reforçaram os advogados.

Vídeo recuperado do celular da corretora mostra o ataque premeditado

O vídeo que registrou o ataque de Cléber Rosa de Oliveira a Daiane Alves Souza foi recuperado depois que o celular da vítima foi encontrado em uma caixa de esgoto. Nas imagens, o síndico aparece vestindo luvas e capuz, aproximando-se da corretora pelas costas; a gravação é interrompida abruptamente no momento do ataque.

É possível ver Daiane descendo ao subsolo do prédio em Caldas Novas, enquanto Cléber já a aguardava no local, usando luvas - e depois ele aparece encapuzado. O registro foi fundamental para que a polícia reconstruísse toda a dinâmica do crime e concluísse que a ação foi premeditada.

“Quando ela filma rapidamente o Cléber, ele já estava com luvas nas duas mãos e com a capota do carro aberta. (...) Quando ele a ataca pelas costas, ele usa como se fosse um capuz para tentar tampar o rosto. Tudo isso mostra uma premeditação muito grande”, explicou o delegado João Paulo Mendes.

Relembre o caso

Daiane Alves Souza, corretora de 43 anos, foi morta em janeiro ao tentar religar a luz do apartamento em que morava em Caldas Novas. Segundo a investigação, Cléber a abordou no subsolo do prédio enquanto a vítima filmava os relógios de energia. O síndico confessou o assassinato à polícia e disse que houve um desentendimento, mas não detalhou como o crime foi cometido.

O corpo de Daiane foi colocado na caçamba do carro do síndico e abandonado em uma área de mata próxima. As investigações apontaram que Cléber já havia desligado a energia do apartamento da corretora em outras ocasiões. O prédio tinha apenas dez câmeras de monitoramento, nenhuma delas cobrindo os acessos por escada usados pelo síndico, tornando o subsolo um ponto cego da vigilância.

Tags:

Daiane Alves de Souza Cléber Rosa de Oliveira