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Síndico desligou luz de propósito para atrair e matar corretora, conclui polícia

A própria vítima gravou o início do crime no celular antes de ser morta; aparelho foi recuperado

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 11:00

Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora
Síndico confessou crime e indicou onde estava corpo de corretora Crédito: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás anunciou a conclusão do inquérito sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, e afirmou que o crime foi resultado de uma emboscada planejada pelo síndico do prédio, Cleber Rosa de Oliveira.

Segundo as autoridades, Cleber teria interrompido intencionalmente o fornecimento de energia do apartamento da vítima para atraí-la até o subsolo do edifício, onde o crime aconteceu.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa sobre o desfecho das investigações.

Policiais durante buscas pelo corpo da corretora Daiane Alves por Divulgação/Polícia Civil

Vítima registrou o início da ação criminosa

Ao perceber a queda de energia, Daiane desceu para tentar restabelecer a luz e gravou o trajeto com o próprio celular. As imagens mostram a corretora entrando no elevador e, em seguida, mexendo nos painéis elétricos na garagem.

De acordo com a polícia, o síndico já a aguardava no local. Ele estaria encapuzado, usando luvas e com o carro estacionado no almoxarifado, com a capota aberta, preparado para sair com o corpo da vítima.

Os investigadores afirmaram que Daiane acabou registrando parte da própria morte. Em duas gravações, ela filmou a movimentação antes de ser surpreendida por um golpe pelas costas. O celular foi descartado em uma caixa de esgoto e permaneceu ali por 41 dias, até ser localizado e recuperado pela equipe policial.

Versão do suspeito

Em depoimento, Cleber apresentou uma versão considerada falsa pela investigação. Ele declarou que Daiane teria descido já o acusando de ter cortado a energia e que iniciou uma gravação. Segundo o síndico, ele pediu que ela parasse de filmar, houve uma briga e, durante a luta corporal, a arma que portava disparou acidentalmente.

A narrativa, contudo, foi confrontada pelas provas reunidas no inquérito e é considerado uma invenção pela polícia.

Filho é suspeito de obstrução

Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico, foi preso temporariamente sob suspeita de obstruir as investigações. Segundo a polícia, ele teria ajudado o pai a adquirir um novo celular registrado em seu nome. Ao chegar à central de delegacias especializadas, em Goiânia, Cleber isentou o filho de participação direta no homicídio e disse que "agiu sozinho".

A defesa de Maicon declarou que ele não teve qualquer envolvimento, direto ou indireto, no crime. Os advogados afirmaram que a autoria já foi confessada exclusivamente pelo pai e que aguardam a reversão da prisão temporária.

Relembre o caso

Daiane desapareceu em 17 de dezembro, após ser vista pela última vez no elevador do prédio onde morava, descendo ao subsolo para verificar a interrupção de energia.

O corpo foi localizado em 28 de janeiro, mesma data em que a Polícia Civil prendeu o síndico e o filho dele. Cleber confessou o crime e indicou o local onde havia deixado o cadáver, às margens de uma estrada em Caldas Novas.

Conforme as investigações, o assassinato ocorreu no próprio dia do desaparecimento, na garagem do edifício. Cleber afirmou que houve um “atrito” entre os dois no momento em que Daiane tentava religar a energia, alegando que existia um histórico de conflitos. A perícia constatou que a corretora tinha uma bala alojada na cabeça, embora nenhum morador tenha relatado ter ouvido disparos.

Tags:

Daiane Alves de Souza